4ª onda de Covid e nova variante Ômicron: saiba mais sobre ela!

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As características de uma doença infecciosa vão estar bem relacionadas com o agente causador. Os vírus, por exemplo, são muito susceptíveis às mutações. É esse detalhe que nos chama a atenção para a 4ª onda de Covid-19.

Basicamente, as mutações acontecem ao acaso. Porém, aquelas que dão maior capacidade de sobrevivência aos vírus são as que perpetuam. Em outras palavras e trazendo para a atual realidade, o coronavírus busca se adaptar ao organismo do hospedeiro e à população.

As mutações bem-sucedidas serão passadas para frente e, quanto mais se espalham, mais vão ocorrendo outras. A Ômicron é a 5ª variante do novo coronavírus reconhecida como de maior preocupação e está diretamente associada à 4ª onda. Mas o que você precisa saber sobre o assunto?

Entenda o que é a 4ª onda de Covid

A 4ª onda de Covid-19 teve como principal ponto de expansão a Europa, sobretudo em países com baixa taxa de vacinação. Porém, não é só isso que aumenta a disseminação do vírus. O relaxamento nas medidas de segurança também está relacionado.

Sendo assim, o relaxamento do uso de máscaras ou mesmo aglomerações em locais com baixa ventilação podem aumentar a transmissão do vírus. Nessa perspectiva, não é de surpreender que a nova onda se alastre pelo mundo.

Porém, no Brasil pode ser uma onda silenciosa; afinal, nosso país apresenta uma cultura de baixa testagem. Assim, fica difícil afirmar se os sintomas gripais são, de fato, por Covid-19 ou por alguma outra infecção, seja ela viral ou não.

Conheça um pouco da Ômicron

Diretamente relacionada com a 4ª onda, vemos surgir uma nova variante: a Ômicron. Ela foi detectada por cientistas sul-africanos e levanta sérias preocupações acerca do número de mutações.

Neste caso, já foram identificadas 50 mutações, sendo que mais da metade está na proteína Spike. Tais mutações oferecem um caráter mais infeccioso para a Ômicron, ou seja, ela tem maior capacidade de infectar, com elevada transmissibilidade, incluindo acometendo pessoas que já tiveram a doença.

Além disso, o tempo entre a infecção e o início de sintomas é menor. Nos primeiros casos do novo coronavírus, ela girava em torno de 5 a 6 dias. Já com a Ômicron é de apenas 2 a 3 dias. A boa notícia é que foi notado menor comprometimento pulmonar, o que leva a casos mais leves, com menor agressão aos pacientes.

Veja como são os testes para Covid

Foi dito acima que a 4ª onda de Covid-19 poderia ser silenciosa. Diante de tantos casos de síndromes gripais e uma baixa cultura para testagem, é difícil dizer se a pessoa está com Covid-19 ou não, apenas com base nos sintomas.

Por isso, é fundamental que a população busque por um laboratório de confiança para realizar o teste. E, além da testagem para Covid-19, é possível também ser realizado o teste para a Influenza (gripe). Aliás, já é conhecida a infecção respiratória causada por ambos os vírus, a flurona (palavra formada pela combinação de flu – que significa influenza/gripe, em inglês – e rona, de coronavírus).

Entre as opções de testagem para Covid-19, há o chamado teste de antígeno (também chamado “teste rápido”) e o RT-PCR. Em ambos os testes será colhido material com um swab nasal (um tipo de cotonete fino e delicado é introduzido no nariz). Quando realizados no Laboratório PAT, o primeiro deles leva ao resultado em até 2 horas, e o segundo fica pronto na manhã seguinte à coleta, cedinho.

Concluímos, enfim, que a 4ª onda de Covid-19 é uma realidade para o mundo, e que devemos estar prontos para identificá-la, a fim de tomar sem demora os cuidados para reduzir a expansão da doença. A partir daí, precisamos reforçar a importância das medidas de proteção, sobretudo o uso de máscaras, a lavagem frequente das mãos e a fuga das aglomerações. E o isolamento, caso a pessoa esteja infectada.

Teve algum sintoma gripal ou contato com algum caso positivo? Não perca tempo e venha testar conosco!

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