Você sabe como funciona o exame de DNA? Venha descobrir!

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Saber como funciona o exame de DNA faz parte do interesse de muitas pessoas. Cada vez mais esse teste serve para investigar diversos aspectos da vida humana, como doenças, paternidade e até localização de pessoas desaparecidas.

Embora exista há muito tempo e seja solicitado em clínicas, hospitais e laboratórios, esse exame ainda é cercado por muitas dúvidas. Uma das principais se refere à forma como o material é coletado, se gera alguma dor, entre outros aspectos.

Neste artigo, vamos explicar o que é o exame de DNA, para que serve, como ele funciona e como é realizado. Também vamos esclarecer dúvidas em relação aos cuidados necessários antes do teste, tempo que demora para sair os resultados e como interpretá-los. Continue a leitura para saber mais!

O que é e para que serve o exame de DNA?

Também chamado de mapeamento genético, o exame de DNA é a realização da leitura dos genes de uma pessoa para verificar a sua estrutura, em quais cromossomos estão localizados, se estão danificados ou modificados, e outras informações, conforme o objetivo a ser alcançado.

Esse exame é muito utilizado para teste de paternidade e maternidade, permitindo verificar quem são os ancestrais de uma pessoa (esclarecer situações de suspeita de troca de bebês em maternidades, por exemplo, ou verificar se um indivíduo é ou não o pai biológico de alguém). Atualmente, é muito comum na avaliação do perfil genético, servindo para detectar doenças como:

Devido ao seu alto grau de certeza (99,9%), ele também é muito utilizado para investigação criminal por meio de exames dos materiais genéticos coletados em diferentes cenas de crimes: resíduos de sangue e cabelos, por exemplo, e restos mortais que possam ser de difícil reconhecimento.

Como o exame de DNA funciona e como é realizado?

O DNA se localiza nos núcleos das células e contém todo o material genético dos seres vivos. Dessa forma, ele concentra as informações que estabelecem as principais características do corpo humano.

Ele se organiza de maneira compacta no interior das células, em estruturas chamadas cromossomos. Os seres humanos contam com 46 cromossomos (23 recebidos da mãe e 23 do pai), que contêm o genoma, ou seja, o conjunto de genes, do indivíduo. A partir da coleta de amostra biológica, os laboratoristas procedem à retirada do DNA do seu núcleo, mapeamento a análise, conforme mostraremos a seguir.

Coleta de amostras

O teste de DNA pode ser realizado com base em qualquer tipo de amostra biológica, como fios de cabelo, sangue, saliva ou outros materiais biológicos. Deve-se ressalvar que para a análise os fios de cabelo devem conter o bulbo, ou seja, a “raiz” (precisam ser arrancados; cabelos cortados não têm DNA). Amostras de sangue podem ser obtidas espetando-se o dedo com um dispositivo ponteagudo, ou obtidas por coleta na veia. Amostras da boca podem ser obtidas cuspindo em um recipiente, ou raspando a parte interna da bochecha com um dispositivo adequado.

Alguns serviços situados no exterior aceitam amostras remetidas pelo correio, coletadas pelo próprio interessado; em geral tratam-se de exames para satisfazer simples curiosidade, como conhecer a rota dos ancestrais pelo mundo, ou propensão a doenças. Nos casos de laboratórios clínicos, porém, as amostras são coletadas pelos técnicos após identificação formal das pessoas a serem examinadas, o que é muito rigoroso em casos de exames com consequências jurídicas, como testes para verificar vínculo genético entre indivíduos (como os testes de paternidade).

Retirada do DNA do núcleo celular

Com a utilização de avançadas técnicas laboratoriais, o DNA das amostras é isolado para permitir o seu estudo, com o uso de termocicladores (para multiplicação de segmentos do DNA), sequenciadores ou outros equipamentos, conforme o objetivo de cada tipo de exame.

Mapeamento genético e análise

O mapeamento é um exame genético que permite a comparação da amostra com outro tipo de DNA. A análise é realizada por trechos de DNA formados por nucleotídeos e a ordem com que se apresentam é o que determina o tipo de informação no código.

Essa mesma sequência pode ser repetida várias vezes em um determinado trecho. O conjunto dessas informações é essencial para identificar quantas vezes uma sequência se repete em um trecho. Dessa forma, é possível comparar a quantidade de repetições detectadas em cada sequência de DNA do filho e do suposto pai ou mãe.

Quais cuidados devem ser tomados antes do exame?

O exame de DNA não exige preparo específico antes da coleta das amostras. No caso de mulheres gestantes, em testes não invasivos, como sexagem fetal (saber o sexo do bebê em desenvolvimento), é necessário que seja uma gravidez de pelo menos 10 semanas visando a exatidão no resultado.

Quanto tempo demora para obter o resultado?

O avanço tecnológico já permite o mapear o genoma humano de dezenas de pessoas ao mesmo tempo, com altíssima precisão e o prazo de entrega do resultado é cada vez menor. Esse é o caso do mais recente sequenciador de DNA, o NGS (Next Generation Sequencing).

Mas o tempo que o exame demanda depende do que está sendo analisado no teste de DNA. Dessa forma, sequenciamentos completos, como os feitos nos testes de paternidade, podem demorar até 1 a 2 semanas. Já exames que investigam alterações específicas no DNA podem ser realizados em até menos de 24 horas.

Existe algum fator que possa alterar o resultado?

Embora o exame de DNA ofereça 99,9% de certeza, alguns fatores podem alterar os resultados desse teste. Pacientes com histórico de recentes transfusões de sangue precisam aguardar mais tempo para realizá-lo; o transplante de medula óssea é outro interferente, pois o sangue passa a exibir características genéticas de outra pessoa, ou seja, o doador. Contudo, para esses casos, é possível utilizar outra forma para coleta que não necessita de sangue, como fios de cabelo e saliva.

Quais são os possíveis resultados e como interpretá-los?

Em geral, o laudo de um exame de DNA proporciona informações sobre quais genes e cromossomos foram estudados e a análise do geneticista. Os resultados são fornecidos por meio de relatórios claros e simples. Nos exames de paternidade o resultado é sempre comparativo. Assim, metade do DNA do bebê vem da mãe e a outra, do pai biológico. Após especificar os DNAs do pai e da mãe, é realizada uma comparação com o DNA do bebê. Quando quatro ou mais divergências são verificadas, a hipótese de paternidade é excluída por ser impossível.

Não há uma padronização de formato para apresentação dos resultados de exame de DNA. Como os laboratórios apresentam diferentes formas de trabalhar, os relatórios podem se diferenciar uns dos outros. Mas com relação ao teste de paternidade, as conclusões costumam ficar na seção de Interpretação, logo abaixo dos dados estatísticos do Índice de paternidade combinado e da Probabilidade de Paternidade.

O relatório de um teste de paternidade deve indicar se um indivíduo é ou não o pai biológico.

Como vimos, o exame de DNA é um meio científico muito importante para detectar doenças, identificar a paternidade e até desvendar crimes. Esperamos que as informações deste artigo tenham contribuído para um melhor entendimento sobre como funciona o exame de DNA.

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