Ferritina: saiba mais sobre esse exame!

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O exame de sangue para verificar o nível de ferritina é utilizado para verificar o excesso ou a deficiência de ferro no corpo. A ferritina é uma importante proteína fabricada em várias células, e encontrada em grande quantidade no fígado, sendo capaz de refletir os estoques de ferro do organismo. Algumas alterações em seus níveis podem indicar disfunções, e até mesmo doenças graves, sendo importante incluir essa verificação na rotina de exames.

A principal função da ferritina é armazenar o ferro intracelular. A maior parte dela localiza-se no fígado, com importantes reservas na medula óssea e no baço. Ela também é encontrada em menores quantidades no coração, pâncreas, e rins, e também circula no sangue, permitindo assim sua quantificação. Acompanhe este artigo e entenda mais sobre as taxas de ferritina e suas alterações nos resultados de exames de sangue!

Os níveis esperados de ferritina

Ainda que o nível inferior da normalidade não possa ser definido com exatidão – pois ele pode variar entre os indivíduos – em geral na deficiência de ferro a ferritina se encontra em valores inferiores a 15 ng/mL, sendo recomendado que para se evitar essa condição os níveis sejam mantidos acima de 25 ng/mL, por segurança. Nos adultos do sexo masculino eles podem normalmente ultrapassar 400 ng/mL quando a alimentação é rica em ferro (carne vermelha), mas nas mulheres não é comum o encontro de valores superiores a 120 ng/mL.

Ferritina em baixo nível sanguíneo

Em geral, uma taxa baixa de ferritina reflete baixa reserva de ferro no organismo. As principais causas dessa alteração são:

  • alimentação pobre em ferro;
  • anemia por deficiência de ferro;
  • ancilostomose, esquistossomose (verminoses);
  • sangramento gastrointestinal (úlceras, pólipos, divertículos, hemorroidas;
  • sangramento menstrual intenso.

Os sintomas podem incluir: fraqueza, cansaço crônico, falta de apetite, palidez, dores de cabeça, queda de cabelo, fragilidade das unhas, irritabilidade, episódios depressivos e tonturas. Os baixos níveis de ferritina também têm sido associados à síndrome das pernas inquietas. Pode acontecer ainda de algumas pessoas sentirem desejo de mastigar coisas inabituais, como gelo, terra, gravetos, arroz cru, sal grosso (hábito chamado alotriofagia).

Elevado nível de ferritina

A elevação da ferritina no sangue é menos comum que a redução. Ao contrário do que se pensa, ela não representa obrigatoriamente a elevação dos ferro no organismo, ainda que em alguns casos possa, sim, ter esse significado. Em geral a elevação da ferritina se relaciona a um processo do organismo chamado “reação de fase aguda”, comum na esteatose hepática (“gordura no fígado”), cirrose hepática, doenças articulares (muitas das quais relacionadas à idade), distúrbios de autoimunidade, diabetes, e outras.

Mais raramente a elevação da ferritina significa que o organismo absorve mais ferro dos alimentos que as demais pessoas. Isso pode ser de natureza familiar (genética), sendo mais comum – mas nem sempre – em habitantes do norte da Europa e seus descendentes. Aliás, há uma relação interessante: como o ferro é um dos fatores que influenciam no crescimento, um dos genes que leva à maior absorção do ferro é mais prevalente no norte europeu, o que acaba por levar à maior estatura de seus portadores, muitos dos quais desportistas cuja altura chama a atenção.

Há, porém, casos graves de elevação da ferritina, o que caracteriza a doença chamada hemocromatose, para a qual é instituído tratamento para remoção do excesso de ferro do organismo. Mas para o diagnóstico dessa doença não é suficiente apenas examinar o sangue para verificar o nível de ferritina, devendo-se complementar com outras provas sanguíneas, e também radiológicas.

Níveis elevados de ferritina são mais comuns em homens e nas mulheres que não menstruam, já que a menstruação é uma forma de eliminar o ferro.

A verificação da taxa de ferritina no organismo

A taxa de ferritina é verificada por amostra de sangue. Em geral, ela é feita com outras solicitações de exames laboratoriais como hemograma, dosagem de ferro sérico e saturação de transferrina (exame também chamado de “capacidade de ligação do ferro”, que permite esclarecer os resultados da ferritina quando há necessidade de melhor entendimento frente ao quadro clínico e laboratorial).

Como vimos, a determinação da ferritina é muito importante para medir os seus níveis séricos, indicando se há elevação ou redução, podendo detectar algumas doenças de acordo com os resultados frente aos sintomas e sinais clínicos manifestados durante a consulta. Nesse sentido, é muito importante incluí-lo nos exames de rotina.

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