Exame de HIV: entenda como funciona e qual a importância de fazer

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O HIV é o vírus causador da AIDS. A sigla do vírus, em inglês, significa “vírus da imunodeficiência humana”, pois ele afeta o sistema imunológico e compromete defesas que o corpo tem contra doenças. Esse vírus, cuja principal (mas não única) forma de transmissão é o relacionamento íntimo, é muito agressivo, sendo necessário realizar exames para constatar a infeção por ele.

Sua popularidade é tanta que a AIDS é a doença que mais preocupa os especialistas do mundo (matéria da Organização Mundial de Saúde, em inglês) e, justamente por isso, as pesquisas e conhecimentos sobre essa doença crescem cada vez mais. 

Reconhecendo a importância de ficar bem informado sobre esse vírus, a doença por ele causada e sobre as formas de detecção, trouxemos este post com as principais informações sobre o exame de HIV. Acompanhe!

O que é e como funciona o exame de HIV?

Antes de mais nada, é importante saber que há mais de um teste para identificar o HIV. No Brasil, o mais comum é o exame Elisa (teste imunoenzimático) ou suas variações, como a quimioluminescência. 

Por meio dele, é possível perceber a presença de anticorpos dirigidos ao HIV no sangue – já que o sistema imunológico, em resposta à infecção pelo vírus, produz esses indicadores (ou seja, os anticorpos).

Contudo, não basta apenas realizar essa testagem. Caso esse exame resulte suspeito, a pessoa deve, obrigatoriamente, passar por outra coleta de sangue para novo teste, além de ser testado também por outro método laboratorial, como o Western Blot (que identifica os componentes virais contra aos quais os anticorpos se dirigem) ou um teste molecular (que quantifica o RNA viral ou o DNA pró-viral). Eventualmente outras coletas de sangue podem se fazer necessárias para chegar à conclusão.

O modelo de exame mais comum utiliza, principalmente, da análise de amostras de sangue. Contudo, é possível fazer o exame de triagem também por meio da coleta e análise da saliva do paciente, recurso mais utilizado em algumas ações públicas. 

Em ambos os casos, o objetivo do procedimento é verificar se o HIV está no organismo. De maneira geral, cada tipo de teste tem suas especificidades de procedimentos, variando o tipo de material usado, a sequência de procedimentos adicionais para certas conclusões, e os diferentes resultados possíveis.

Que material é utilizado no exame de HIV?

No caso do procedimento mais comum, é coletada uma amostra de sangue da pessoa. Depois, o soro (parte do sangue desprovida de células) é diluído em recipientes nos quais se encontram as proteínas (antígenos) do vírus. 

Em seguida, reagentes são adicionados sequencialmente e reações são analisadas em um sistema leitor especial. Caso não haja infecção, não haverá alteração alguma na mistura. Entretanto, se os anticorpos relacionados ao HIV estiverem presentes, eles estarão ligados aos antígenos e vão causar uma mudança na mistura, detectada pelo leitor óptico, o que é sugestivo de que a pessoa esteja infectada.

Contudo, o diagnóstico de “positividade” não se faz apenas pelo exame de uma única amostra. Havendo resultado suspeito, outra amostra é coletada para nova testagem, e também é feito um teste por Western Blot, imunoblot ou teste molecular. Esses cuidados são tomados porque é possível a obtenção de reatividade pelo teste inicial sem que seu causador seja o HIV, e sim outros microrganismos, ou mesmo variações orgânicas que nada têm a ver com infecções; daí a necessidade de que a verificação seja a mais completa possível. Essas falsas positividades – que podem ocorrer com quase todos os exames – chamam-se reações inespecíficas.

Como entender os resultados?

Além de identificarem a presença do vírus ou dos anticorpos no sangue, os testes apresentam também dados que refletem a concentração dele no organismo, o que é expresso em números como detalhamento técnico. Por isso, o resultado pode variar. 

A primeira possibilidade é a conclusão “reagente”, o que indica que a pessoa supostamente está contaminada. Outra é a “não reagente” (ou “não detectado”), que indica que o paciente não apresenta evidências de infecção pelo vírus. A terceira possibilidade é o resultado “indeterminado”, ou “inconclusivo”. Quando isso acontece, é preciso fazer novo teste algum tempo depois, para esclarecimento.

No caso do resultado indeterminado, o recomendado é que após 30 ou 60 dias do primeiro exame sejam feitos os novos testes, mesmo que o paciente não apresente os principais sintomas do HIV.

É importante lembrar que, sendo estabelecido o diagnóstico de infecção pelo HIV, é necessário iniciar o acompanhamento médico e tratamento o quanto antes. Dessa forma é possível alcançar logo um nível de carga viral muito baixo, que leva à redução da probabilidade de transmissão do HIV a outras pessoas. 

Além disso, é importante compreender que a vida da pessoa passará por mudanças no caso de infecção pelo HIV. Mas isso não significa que ela viverá sem saúde. Desde que o tratamento seja feito corretamente, é possível viver com HIV e ter uma vida longa e produtiva.

Quando e onde realizar o exame de HIV?

Como essa é uma doença que pode atingir qualquer pessoa exposta ao contágio, é sempre importante procurar realizar um exame de HIV, principalmente se, em algum momento, houve exposição, como uma transfusão de sangue ou outra forma de possível contágio. 

Isso deve ser feito mesmo que não haja sintomas, pois são comuns os casos de pessoas assintomáticos que portam o vírus (os sintomas podem surgir, por vezes, apenas vários anos após o contágio).

Como vimos, o HIV é um vírus complexo e que pode causar sérios problemas de saúde. Contudo, quanto antes ele for percebido, maior é a possibilidade de desenvolver um tratamento de sucesso que permita uma vida saudável ao hospedeiro e que impeça novas contaminações. 

Por isso, entender quando e como realizar um exame de HIV é tão importante. Além disso, não se esqueça: é fundamental buscar um serviço adequado e com experiência para fazer um exame de qualidade para apresentar ao médico e ter, então, um diagnóstico seguro e preciso.

E então, gostou das dicas e quer saber mais informações sobre esse e outros exames? Entre em contato conosco!

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