Conheça 6 principais exames de sangue que avaliam o fígado e saiba o que eles significam

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Para diagnosticar e prevenir o agravamento de doenças, como esteatose (gordura no fígado), cirrose e hepatite, entre outras, é importante fazer testes regularmente, como os exames de sangue que avaliam o fígado. Esse órgão é fundamental para a digestão e metabolismo de alimentos e medicamentos.

Por esse motivo, quando ocorre alguma disfunção, a pessoa pode apresentar dificuldades para metabolizar corretamente as gorduras e outras substâncias, gerando diversos distúrbios no organismo.

Neste artigo vamos apresentar os principais exames de sangue que permitem avaliar o fígado, explicando o significado de cada um e as alterações nos resultados. Continue a leitura para saber mais!

Principais exames de sangue que avaliam o fígado

Em geral, para as pessoas assintomáticas e sem diagnóstico de doença no fígado, são solicitados apenas quatro tipos de exames de sangue: TGO (ou AST), TGP (ou ALT), Gama GT e a fosfatase alcalina. São testes de rastreio que detectam muitas doenças ocultas no fígado ou nas vias biliares.

Já as pessoas diagnosticadas com problemas hepáticos necessitam realizar exames complementares, importantes para obter uma melhor avaliação da função do fígado. Veja, a seguir, as características dos principais exames de sangue relacionados a esse órgão e o que cada um deles significa.

1. Transaminases

Os exames de TGO (transaminase glutâmico-oxalacética) e TGP (transaminase glutâmico-pirúvica) medem a atividade dessas enzimas do fígado e permitem suspeitar de doenças, como cirrose e hepatite. Mas há uma ressalva: enquanto a TGO é encontrada em praticamente todo o corpo, a TGP é mais relacionada ao fígado, ainda que uma pequena quantidade seja produzida nos rins, coração e músculos.

Nos casos em que ocorrem lesões comprometendo as células do fígado – chamadas hepatócitos – essas enzimas “vazam” para o sangue, aumentando a sua concentração sanguínea. Isso explica por que as doenças do fígado, que apresentam lesão dos hepatócitos, têm níveis sanguíneos elevados de TGO e TGP.

Exame e resultados

Para avaliar lesão hepática, o exame de TGO é em geral solicitado simultaneamente com o exame TGP, e os resultados devem ser interpretados com base em ambos. Níveis elevados das duas transaminases no sangue podem indicar doenças e alterações, como:

  • alcoolismo;
  • câncer de fígado;
  • cirrose;
  • esteatose (gordura no fígado);
  • hepatite crônica;
  • hepatite viral aguda;
  • intoxicação hepática;
  • isquemia hepática.

É importante observar que valores situados na faixa de referência para os exames TGP e TGO não significam, necessariamente, a ausência de doenças no fígado. Afinal, certas informações obtidas pelo médico durante a consulta podem direcionar para a investigação através de outros recursos.

2. Gama GT

A gama GT (gama-glutamil-transferase) é uma enzima produzida no coração, pâncreas e outros órgãos, mas a maior parte é de produção hepática. A elevação de sua atividade no sangue se relaciona mais comumente ao fígado. É muito útil no rastreio do efeitos do alcoolismo crônico.

Dessa forma, para ajudar no diagnóstico de problemas biliares e hepáticos o médico, frequentemente, solicita a dosagem dessa enzima, bem como os exames de TGO, TGP, bilirrubinas e fosfatase alcalina.

Valores alterados

Quando os valores da gama GT estão altos, isso é um indicativo da presença de alterações no fígado, que podem ter sido provocadas por:

  • cirrose;
  • consumo excessivo de álcool ou drogas;
  • diminuição da circulação sanguínea para o fígado;
  • hepatite viral crônica;
  • tumor hepático.

Nesses casos, pode ser necessário realizar outros exames complementares, como tomografia computadorizada, ultrassonografia, ressonância magnética e elastografia, além de outros testes laboratoriais. Embora sejam raros os casos, esses valores também podem ficar alterados por doenças não relacionadas com o fígado, como o diabetes, insuficiência cardíaca e pancreatite.

3. Fosfatase alcalina

A fosfatase alcalina é uma enzima presente em diversos tecidos do corpo. Isso inclui rins, placenta, intestino, ossos e fígado. Nesses dois últimos, ela se encontra em maiores concentrações, tornando possível a detecção de doenças nesses órgãos.

No fígado, a enzima é encontrada nas células que formam a parede dos canais pelos quais a bile é escoada a fim de chegar ao intestino, onde participa da digestão das gorduras. Por isso a elevação dessa enzima é útil como indicativo de retenção da bile (mas é preciso considerar que a elevação da fosfatase alcalina pode dever-se a outros problemas, já que ela também é produzida em outros órgãos).

4. Bilirrubinas

As bilirrubinas são resíduos que sobraram das hemácias antigas que são substituídas e daquelas que são produzidas com defeitos, reciclagem essa realizada principalmente pelo baço.

Ela é transportada pelo sangue até o fígado para ser processada e eliminada na bile que, por sua vez, é lançada no intestino, participando do processo digestivo. Posteriormente a bilirrubina é transformada quimicamente em outra substância e eliminada nas fezes, causando a cor característica (marrom).

Resultados alterados

Toda vez que o nível de bilirrubina é alto, a pessoa costuma apresentar icterícia (pele amarelada), sendo uma manifestação visível da deposição de bilirrubina.

5. Tempo de protrombina

A determinação do tempo de protrombina (TP, também chamado tempo e atividade da protrombina ou TAP) avalia a capacidade que o sangue apresenta para coagular em certas condições.

Quando há insuficiência hepática, a menor produção de fatores da coagulação – principalmente o Fator VII, mas também outros como o fator II ou Protrombina e o fator X) – leva a uma coagulação mais demorada quando testada no laboratório, o que se identifica pela chamada atividade protrombínica baixa.

Resultados alterados

Em geral, quando a atividade protrombínica é baixa (inferior a 60%) suspeita-se de que o fígado possa não estar em pleno funcionamento, mas não se deve pôr exclusivamente a culpa nesse órgão: afinal, outras causas de alteração nesse exame são frequentes. Eis algumas:

  • alteração da flora intestinal, levando a má absorção da vitamina K;
  • deficiência de vitamina K por alimentação pobre em vegetais;
  • medicamentos anticoagulantes e antibióticos antagonistas da vitamina K;
  • deficiência hereditária de algum fator da coagulação cuja redução altere o TAP.

6. Eletroforese de proteínas

A eletroforese das proteínas do soro é um recurso laboratorial que separa grupos de proteínas, sendo útil para avaliar disfunção hepática (em que ocorre tipicamente redução da albumina com aumento da fração gama-globulina).

Mas a utilidade não se prende apenas à disfunção do fígado: diversas condições se manifestam na eletroforese de proteínas, como algumas doenças reumáticas, deficiências nutricionais, e especialmente o mieloma múltiplo (um tipo de câncer da medula óssea), sendo este último frequentemente detectado nesse exame antes mesmo que cause sintomas.

Resultado do exame

O resultado desse exame precisa ser interpretado pelo médico, já que os valores numéricos das proteínas necessita ser analisado com o gráfico demonstrativo da separação.

Outros testes igualmente importantes

Além dos exames de sangue mencionados, há também o testes para hepatites virais, que utilizam marcadores para identificação dos tipos. Eles são fundamentais para a pesquisa dos diferentes vírus relacionados a essa condição, permitindo identificá-la e ajudando a estabelecer um tratamento adequado.

Como vimos, há vários exames de sangue relacionados ao fígado que devem ser realizados periodicamente. Para maior segurança nos resultados, eles devem ser realizados em um laboratório de análises clínicas de confiança, como o PAT Análises Clínicas, que atende a rigorosos sistemas de controle de qualidade, objetivando diagnósticos precisos.

Gostou deste artigo? Para saber mais sobre exames que avaliam o fígado, entre em contato conosco!

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