7 exames necessários na menopausa para diagnosticar e acompanhar

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A menopausa – que já foi vista como o limiar da velhice, mas que com o aumento da expectativa de vida passa a ser considerada um novo começo – sinaliza o fim da fase reprodutiva da mulher, quando ocorre a última menstruação. Entretanto, ela só é confirmada após ela ter passado por um período de 12 meses consecutivos sem menstruar. Em geral o climatério ocorre por volta dos 50 anos, mas há diversas varáveis que podem alterar essa tendência, como a genética e a saúde dos ovários. Nesse sentido, é importante realizar os exames necessários na menopausa, para diagnóstico e acompanhamento.

Em geral, os sintomas característicos, como falhas no ciclo menstrual, calor, secura vaginal, entre outros, podem ser experimentados cerca de quatro anos antes e se estender por quatro anos após o último período de menstruação. Embora sejam raros, há casos em que os sinais são relatados até uma década antes da menopausa.

Neste artigo, vamos comentar sobre a importância de realizar testes relacionados à menopausa e os principais exames que ajudam no diagnóstico e acompanhamento do quadro, visando a saúde da mulher. Continue a leitura para saber mais!

A importância de realizar exames relacionados à menopausa

Muitas mulheres começam a perimenopausa (período que antecede a menopausa e que ocorre gradualmente) em algum momento após os 40 anos). Outras, pulam essa etapa e entram diretamente na menopausa.

Mas, independentemente da idade que ela pode ocorrer, é fundamental realizar exames com acompanhamento médico, já que alguns sinais podem ser confundidos com outras doenças. Os sintomas mais frequentes da menopausa são:

  • alterações no humor;
  • aumento no peso corporal;
  • cabelos mais finos;
  • calor (fogacho);
  • coceira e secura vaginal, que podem provocar dor nas relações;
  • depressão, ansiedade e irritabilidade;
  • desaceleração do metabolismo;
  • dificuldades para dormir;
  • diminuição da autoestima;
  • diminuição da libido;
  • dor de cabeça;
  • falhas no ciclo menstrual;
  • osteopenia ou osteoporose;
  • pele seca e menos elástica;
  • redução do tamanho dos seios e perda de firmeza;
  • sudorese noturna.

Algumas mulheres podem desenvolver os sintomas de maneira mais intensa que o normal. Quando isso ocorre, os incômodos gerados podem afetar negativamente a vida familiar, profissional e afetiva da mulher. Nesses casos, é fundamental buscar ajuda médica para tratamentos com apoio em exames laboratoriais.

Os exames necessários para diagnosticar e acompanhar a menopausa

Os exames necessários para diagnosticar e acompanhar a menopausa são fundamentais para avaliar os principais hormônios femininos, saúde dos ossos e funcionamento dos órgãos em geral, a fim de garantir melhor qualidade de vida.

Somente a partir de análises clínicas específicas é que um médico especialista consegue prescrever o tratamento adequado. Veja, a seguir, os principais exames que devem ser realizados.

1. FSH

Esse é feito com base em amostras de sangue. O FSH (Hormônio Folículo-Estimulante) tem como principal função estimular a maturação dos óvulos no período fértil. Os valores variam de acordo com o ciclo menstrual e idade da mulher.

Quando eles se encontram elevados, indicam uma diminuição na função dos ovários. Isso significa que a fertilidade está reduzida, bem como a entrada na menopausa.

2. LH

Assim como o FSH, o LH (Hormônio Luteinizante) é responsável pela ovulação e produção de progesterona. Seus valores podem variar de acordo com a fase do ciclo menstrual. Quando estão elevados, indicam a menopausa.

3. Cortisol

O cortisol é um hormônio produzido pelo organismo, com a função de ajudar na diminuição da inflamação e no controle do estresse. Quando se encontra em altas concentrações no sangue, pode provocar malefícios à saúde, incluindo mudanças no ciclo menstrual.

Esse exame pode ser solicitado para avaliar se a elevação do cortisol é sinal de menopausa ou consequência de outros problemas que envolvem alterações no hormônio.

4. Outros exames de sangue

A verificação do nível sanguíneo do AMH (Hormônio Antimülleriano) ajuda a identificar se uma mulher entrou ou está perto de entrar na menopausa. Esse teste é útil para mulheres com sintomas de perimenopausa, que também podem apresentar impactos na saúde.

A menopausa precoce leva a um maior risco de osteoporose e fraturas, bem como doenças cardíacas, problemas cognitivos, perda de libido, alterações vaginais e mudanças no humor. Há também outros exames de rotina, como:

  • hemograma completo – para verificar se há um quadro de anemia;
  • níveis de glicose (açúcar) no sangue;
  • perfil lipídico;
  • provas de função hepática;
  • níveis de colesterol;
  • nível de eletrólitos séricos para verificar se há comprometimento renal;
  • testes de função tireoidiana;
  • testes de função renal – como exame da urina, e também ureia e creatinina no sangue.

5. Ultrassonografia pélvica

A ultrassonografia pélvica é um exame não invasivo e fundamental para avaliar as estruturas pélvicas, já que permite visualizar a vagina, o colo uterino, o útero, as tubas uterinas e os ovários.

Esse exame é feito com o auxílio de um transdutor, dispositivo que emite ondas sonoras que geram imagens para que possam ser transmitidas a uma tela, e depois impressas.

A ultrassonografia é utilizada no diagnóstico de diversas condições femininas de saúde, sendo útil também para avaliar outros órgãos da cavidade abdominal, como vesícula biliar, fígado e rins quando se estende à região superior (abdome).

6. Ultrassonografia mamária

A ultrassonografia mamária é indicada especialmente para as mulheres que apresentam um tecido mamário denso, bem como para as que são de alto risco, nas quais a ressonância magnética (RM), embora seja indicada, não pode ser realizada por algum impedimento.

Esse exame avalia as características de nódulos identificados nas mamografias, determinando se a sua composição é sólida ou líquida. Em casos de suspeita de malignidade, ele também pode ser utilizado para guiar uma punção, que determinará a conduta a ser adotada.

A mamografia é obrigatória em mulheres acima de 40 anos, pois o ultrassom não consegue detectar microcalcificações que, para alguns casos, podem ser o único sinal da presença de um tumor maligno.

7. Densitometria óssea

Quando a menopausa é confirmada, o médico pode recomendar a realização de uma densitometria óssea para avaliar em que condições estão os ossos. Esse exame é utilizado para diagnosticar a osteoporose (baixa densidade óssea) e osteopenia (fase inicial da doença).

Como vimos, os exames necessários na menopausa são muito importantes para o diagnóstico e acompanhamento dessa fase da vida da mulher. Nesse sentido, é fundamental contar com o apoio de bons serviços para exames laboratoriais, como o PAT Análises Clínicas, que oferece serviços de alta qualidade, com resultados precisos, além de clínicas de diagnósticos por imagens para os demais exames complementares.

Estas informações foram úteis? Para saber sobre exames necessários para o diagnóstico e acompanhamento da menopausa, entre em contato conosco!

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