O que é hiperplasia benigna da próstata e quais os seus fatores de risco?

5 minutos para ler

Quando o assunto é saúde masculina, não podemos deixar de abordar a próstata. Essa glândula tem forte associação com o sistema genitourinário. Entre as doenças que podem acometê-la, a hiperplasia benigna da próstata merece destaque.

Ao contrário do que muitos pensam, o câncer de próstata não é a única doença de relevância da glândula. Na verdade, a hiperplasia benigna acomete cerca de 50% dos homens com mais de 50 anos, e 80% dos que ultrapassam 90 anos.

E a hiperplasia benigna da próstata não se torna câncer: são distúrbios independentes.

Porém, embora seja uma doença benigna, ela pode causar impactos diretos na qualidade de vida e do sono dos pacientes. Por isso, é importante conhecer melhor o assunto para saber quando procurar ajuda.

Entenda o que é hiperplasia benigna da próstata 

De forma geral, a hiperplasia benigna retrata um aumento no tamanho da próstata. Isso acontece devido a um crescimento da glândula, sobretudo de uma região mais central dela, chamada zona de transição.

É importante saber isso, pois nos casos de câncer, a proliferação tende a ser na região mais periférica da glândula. E vale ressaltar que a uretra passa dentro da próstata. Portanto, diante de um quadro de hiperplasia, a uretra tende a ficar mais comprimida, dificultando a passagem da urina.

Saiba quais são os fatores de risco

Bem, existem diversos fatores que podem estar associados ao aparecimento do problema. O principal deles é o envelhecimento. Ou seja, homens mais velhos apresentam maior risco. Além disso, fatores hormonais também podem estar envolvidos.

De modo geral, a causa do problema é um desequilíbrio entre a morte programada de células e o crescimento delas. Dessa forma, mais células vão compor a glândula, aumentando o seu tamanho.

Vale dizer que existem outros fatores de risco associados, como:

Veja os principais sintomas

Você se lembra que a uretra fica comprimida nos casos de hiperplasia da próstata, certo? A uretra, um conduto, passa por dentro da próstata, e acaba por ser comprimida quando a glândula está com a hiperplasia. É justamente essa compressão que vai acarretar nos sintomas.

Portanto, a obstrução da passagem faz com que o jato de urina fique mais fraco. Além disso, há um período de hesitação, ou seja, demora para a urina começar a sair, após a tentativa de urinar.

Como há dificuldade para saída, tende a ficar na bexiga um restinho de urina (o que se chama “resíduo” pós-miccional). Complementando, além da retenção o indivíduo pode sentir muita urgência para urinar, e mesmo assim passar por dificuldades para isso.

Descubra como é feito o diagnóstico

A hipótese diagnóstica vai surgir a partir dos sintomas relatados. Se um homem, mais velho, queixa-se de dificuldade para urinar, já sobe o alerta para hiperplasia da próstata.

O diagnóstico é predominantemente clínico, fundamentado nos sintomas miccionais do paciente. Esses dados, associados ao exame físico (que inclui o toque). verificação do nível sanguíneo do PSA (antígeno prostático específico) e exame ultrassonográfico com avaliação do volume residual de urina após a micção são muito importantes para o diagnóstico.

Quanto ao PSA, que é o chamado antígeno prostático específico, deve-se dizer que, ele é produzido pela próstata e sua elevação sugere proliferação de células na glândula. Mas a interpretação do resultado deve ser feita com cautela, pelo médico, pois esse indicador também se eleva quando há câncer, e o nível sanguíneo detectado, além das informações sobre sintomas, é que apoiará ou não o diagnóstico da hiperplasia benigna da próstata, podendo levar a serem consideradas outras hipóteses.

É importante associar outros exames à clínica e ao laboratório, como o exame pelo toque e, ainda, de imagem — como a ultrassonografia (ela permite avaliar o resíduo pós miccional, ou seja, urina que não é eliminada e permanece na bexiga).

Por último, saiba que a hiperplasia benigna da próstata é uma doença que tem tratamento. O controle da proliferação pode ser obtido por meio de medicamentos e, caso a terapêutica falhe, é possível considerar abordagem cirúrgica. O médico urologista é o especialista que deve dar a orientação. De toda forma, é essencial levar educação em saúde para que os homens não se sintam constrangidos e busquem ajuda médica diante da manifestação de sintomas.

Gostou do conteúdo? Acompanhe nossas redes sociais e continue se informando! Estamos no Facebook, Instagram e LinkedIn!

Posts relacionados

Deixe um comentário