Lúpus eritematoso sistêmico: o que você precisa saber sobre essa doença?

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As doenças autoimunes são condições nas quais as células de defesa do organismo atacam o próprio indivíduo. Uma das representantes mais famosas é o lúpus eritematoso sistêmico, cujo pico de incidência se dá entre 20 e 40 anos (com maior ocorrência no sexo feminino).

Como toda doença autoimune, é importante que os portadores de lúpus façam acompanhamento com médicos que atuam na área — o reumatologista, especialmente. Assim, com o apoio do profissional expert, é possível definir o melhor tratamento e minimizar os impactos.

Mas, afinal, quais são as manifestações da doença? Será que tem cura? E como saber se a pessoa é portadora? Continue a leitura e entenda melhor!

Entenda o que é lúpus eritematoso sistêmico

Como vimos acima, o lúpus é uma doença autoimune. São formados imunocomplexos entre as células de defesa e os antígenos, ou seja, aquilo que o organismo considera estranho.

Tais complexos se depositam nas mais variadas regiões do corpo. Além da deposição, observa-se uma dificuldade do organismo em removê-los do local.

Uma pessoa com predisposição para lúpus pode ter a doença desencadeada por radiação ultravioleta, tabagismo ou mesmo infecções, entre outros fatores.

Saiba quais os sintomas da doença

Como os imunocomplexos podem se depositar em diferentes órgãos, os sintomas da doença são os mais diversos. Começando então pela pele, algumas manifestações dermatológicas sobem o alerta para lúpus, como regiões avermelhadas no rosto — rash malar (a palavra “malar” se refere à maçã do rosto). Aliás, as lesões na pele do rosto levaram ao nome “lupus”, palavra latina que significa lobo, porque algumas espécies desse animal exibem características parecidas na face.

Podem existir manifestações cardíacas, como pericardite, que é a inflamação da capa que reveste externamente o coração. Pode haver também endocardite, que é um acometimento interno do coração.

No sistema musculoesquelético, é comum observarmos inflamação e dor nas articulações — artrite e artralgia —, assim como dores musculares.

Os rins também podem ser prejudicados com o acúmulo de imunocomplexos, justamente onde é realizada a filtração do sangue. Enfim, são muitas possibilidades, de acordo com o local de deposição.

Veja como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de lúpus exige uma investigação laboratorial muito bem feita, envolvendo exames dos mais simples aos mais complexos. Confira alguns deles:

  • hemograma — avalia série vermelha, glóbulos brancos e plaquetas;
  • VHS (velocidade de hemossedimentação) e PCR (proteína C-reativa) — provas de atividade inflamatória;
  • creatinina e proteinúria — análise da função renal:
  • transaminases, gama-GT e fosfatase alcalina — enzimas indicadoras de disfunção do fígado;
  • sorologias para doenças infecciosas.

Por fim, a análise específica envolve a detecção de anticorpos reagindo contra o próprio corpo. São diversos os exames e temos como exemplo: C3 e C4 (avaliação do sistema complemento através dessas duas frações), FAN (Fator Antinuclear, também conhecido como Anticorpos Antinucleares), e outros.

Descubra como aliviar os sintomas

Uma vez diagnosticado o lúpus, o tratamento vai se basear em geral na corticoterapia. Isso gera um efeito imunossupressor, de modo que enquanto a pessoa toma os medicamentos, o sistema imune ataca menos o próprio organismo. Outros medicamentos, todavia, podem ser indicados conforme a apresentação da doença.

Como essa conduta deve ser muito bem acompanhada pelo médico, vamos dar apenas algumas dicas para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. 

Os corticoides costumam aumentar o apetite e, se não tiver atenção, haverá ganho de peso. Então, tenha cuidado para manter uma dieta saudável. Busque também praticar atividades físicas, para não perder massa muscular nem prejudicar os ossos.

Tente adotar alguns hábitos simples, como uso de protetor solar (pelo menos 50 FPS). Se você é fumante, é essencial que interrompa o tabagismo. Por fim, avalie com seu médico qual o melhor momento para a vacinação.

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença que não tem cura, mas que o tratamento bem feito melhora a qualidade de vida dos pacientes. O objetivo das medidas acima é deixar a doença no menor grau de atividade e com poucas manifestações para o indivíduo. Não se esqueça que o acompanhamento com um especialista é fundamental! Então, se perceber algum sintoma, procure o reumatologista.

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