Confira 7 dicas de como superar o medo de tirar sangue

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Você é mais uma entre milhares de pessoas que têm dificuldade em passar por um exame de sangue? O receio da agulha e a aversão ao sangue são alguns dos principais motivos pelos quais podemos ter medo de tirar sangue. A boa notícia, no entanto, é que dá para usar técnicas simples para sobrepor esse desafio.

É comum alguém ter medo de agulha devido a experiências passadas que foram interpretadas de forma errada. Como um exemplo bem típico, temos o caso em que os pais dizem aos filhos que, se andarem descalços, terão de tomar uma injeção. Mais tarde na vida, pode haver uma associação inconsciente da agulha como castigo e, conscientemente, levar ao medo de tirar sangue.

Para contornar esse obstáculo, algumas dicas podem ajudar. Neste artigo, selecionamos 7 das principais práticas que nos ajudam a superar esse medo. Continue lendo para saber mais!

1. Tenha controle sobre seus pensamentos

O medo é um sentimento inconsciente, que vem independentemente de querermos ou não. Para conseguirmos controlá-lo, é necessário modificar alguns conceitos já existentes para que, aos poucos, ele deixe de existir. Tenha em mente que esse é um processo gradual e que pode levar algum tempo — mas que é possível, se tivermos determinação e força de vontade.

Para isso, o primeiro passo é tentar pensar que o exame é necessário para preservar a saúde. Outra forma de controlar o medo é pensar que o procedimento será rápido, evitando olhar para a agulha. Ocupe seus pensamentos com outros assuntos que trouxeram alegrias e foque sua atenção em bons momentos vivenciados por você.

2. Compartilhe seu receio com o profissional que o atenderá

O auxílio do profissional que vai atender você pode ser muito importante para amenizar o desconforto do procedimento. Compartilhe com ele o seu medo de tirar sangue; certamente, ele já terá tido contato com outras pessoas com esse receio e terá a experiência necessária para ajudá-loAlém disso, quando compartilhamos nossas dificuldades, elas ficam mais fáceis de serem superadas.

Parte do medo de tirar sangue vem da ansiedade em relação ao início ou término da coleta: pensamentos como “quando o exame vai começar?” podem piorar essa ansiedade e perpetuar o medo de agulha. Para resolver esse problema, peça ao profissional para avisar quando iniciar o procedimento; assim, você evita que a inserção da agulha o assuste e reduz a ansiedade anterior ao teste.

3. Procure estar acompanhado por um amigo ou familiar

Nos momentos difíceis, nada melhor do que estarmos acompanhados pelas pessoas que amamos, não é mesmo? Então, aproveite esse momento para pedir a companhia de amigos ou familiares — dessa forma, você sentirá mais amparo nesse momento de insegurança.

Em alguns casos, você pode preferir não ter outra pessoa ao seu lado durante a coleta. Nessas situações, uma boa ideia é pedir ao acompanhante que aguarde na recepção ou sala de espera. Assim, você sempre saberá que tem alguém esperando e poderá contar com um amigo ou familiar quando estiver liberado.

Há ainda as pessoas que preferem que a coleta de sangue seja feita no domicílio, exatamente por preferirem que ela seja feita no ambiente familiar, junto às pessoas com quem convive.

4. Concentre-se em um ponto fixo

O medo causa um fenômeno psicológico chamado de “pensamentos intrusivos” — ou seja, quando uma pessoa está com medo, ela tende a se concentrar apenas naquilo que a causa medo, gerando um loop que se retroalimenta. Por isso, se você olhar o tempo todo para o seu braço ou para a agulha, o medo tende apenas a crescer.

De outro modo, se você se concentrar em um ponto fixo (a maçaneta da porta, por exemplo), isso pode mudar. Ocupe sua mente com perguntas sobre aquele ponto fixo: qual o material da maçaneta e por que eles escolheram essa cor específica? Quantos cômodos existem por ali com a mesma maçaneta?

Concentrar-se em um ponto fixo também pode ser uma estratégia contrária: a de esvaziar a sua mente. É um dos métodos utilizados, por exemplo, na meditação, em que a pessoa esvazia a mente olhando para um local desfocado. Quando você perceber, o procedimento já terá acabado.

5. Controle a sua respiração

Já percebeu que, quando estamos em uma situação de estresse, medo ou ansiedade, nossa respiração tende a ficar mais rápida? Isso ocorre porque ativamos nosso sistema de “luta e fuga” e preparamos nosso corpo para correr ou lutar. Em ambas as situações, precisamos de mais oxigênio — motivo pelo qual aumentamos, instintivamente, nossa frequência respiratória.

Controlar conscientemente a frequência respiratória é uma maneira de mostrar ao nosso inconsciente que está tudo bem. Por isso, se estiver sentindo medo, procure respirar fundo e devagar, segurando a respiração após inspirar.

Para muitas pessoas, pode ser um desafio saber o que é uma respiração lenta ou rápida. Para ajudar, você pode utilizar a regra do 4-4-6, que funciona para a maioria das pessoas: inspire por 4 segundos, prenda por outros 4 segundos e expire por 6 segundos. Tente e veja como isso te traz calma!

6. Opte pela psicoterapia

É importante salientar que o medo de tirar sangue pode atingir um nível patológico, que foge ao padrão normal. Nesses casos, temos inclusive um nome para a doença, chamada de aicmofobia.

Para vencer a aicmofobia, a psicoterapia pode ajudar. Nesses casos, geralmente o método utilizado é o da dessensibilização — ou seja, a exposição lenta e gradual, ao paciente, dos objetos dos quais ele tem medo.

No caso das agulhas, podemos mostrar, por exemplo, fotos distantes de agulhas e chegar, gradativamente, a mostrar agulhas reais, até que o medo cesse.

Em outros casos, o medo de tirar sangue está atrelado não à agulha em si, mas à aversão ao sangue. Nesses casos, chamados de hemofobia, a psicoterapia também pode ajudar e funciona da mesma maneira de dessensibilização.

Há de se mencionar que, em alguns casos, nenhuma das duas doenças está presente. O medo de tirar sangue pode ter origem em algum trauma de infância ou alguma associação inconsciente da pessoa. Em ambos os casos, a psicoterapia visa buscar a origem do medo, compreendê-la e, dessa forma, reduzir os sintomas com uma mudança de hábitos.

7. Busque por um lugar de confiança

Procurar informações sobre o estabelecimento em que você for realizar esses procedimentos é de suma importância. Ao escolher um laboratório com boas referências, você terá mais segurança e ficará mais confortável na hora do exame.

Além de suavizar sua ansiedade, contar com um lugar de confiança também traz resultados objetivos à sua vida: bons laboratórios minimizam a chance de você ter de repetir o exame e passar novamente pelo mesmo medo de tirar sangue.

medo de tirar sangue é um dos principais receios dos pacientes ao realizar um exame laboratorial. Embora comum, ele pode ser suavizado (ou até mesmo excluído) com algumas dicas simples e práticas.

Se você tem medo de tirar sangue, conhecer mais sobre os resultados e benefícios do exame de sangue pode ser fundamental. Saiba mais sobre como interpretá-los e por que você deve estar em dia com seus exames de sangue!

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