O que é Julho Amarelo e qual sua importância? Saiba agora!

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As campanhas realizadas em prol da saúde visam conscientizar a população acerca de determinada doença. E com o Julho Amarelo isso não é diferente! No dia 28 de julho é celebrado o Dia Mundial da Luta Contra Hepatites Virais.

Por isso, ao longo do mês são realizadas diversas mobilizações para educar a população sobre essas doenças. Sim, quando o assunto são hepatites virais, estamos lidando com a inflamação do fígado devido à infecção por diferentes tipos de vírus.

Sendo assim, é importante que as pessoas sejam educadas sobre tais tipos. Afinal, como ocorre a transmissão? Será que o diagnóstico e tratamento ocorrem de maneira diferente? Continue a leitura!

Entenda o que é Julho Amarelo

A campanha relacionada ao Julho Amarelo foi criada pela Organização Mundial da Saúde a fim de alertar sobre as hepatites virais. Isso porque são doenças silenciosas que podem acometer o fígado de maneira progressiva.

Porém, nem todas são assim! De fato, existem tipos relacionados com um quadro agudo, que pode apresentar sintomas ou não. De toda forma, a primeira coisa que você precisa entender é que existem cinco tipos diferentes de vírus, sendo os principais: A, B e C ; os tipos D e E são de menor importância, extremamente raros em nossa região.

Sobre o vírus da hepatite D (ou Delta), apenas uma palavrinha: a infecção pelo virus Delta pode se dar num individuo já portador do virus B, ou se dar concomitante a infecção pelo virus da Hepatite B. Desse modo prevenindo-se a infecção pelo virus B, previne-se a hepatite D

É importante, então, entender como é feito o diagnóstico e se existe tratamento para as hepatitesA, B e C. É fundamental, ainda, conhecer as maneiras de prevenir o contágio da doença.

Saiba quais são as hepatites virais A, B e C

Já vimos que existem três principais tipos de hepatites virais. Na hepatite A, estamos falando de uma condição aguda, que não tende a cronificar. Ela é transmitida por meio de água e alimentos contaminados e tende a ser um quadro autolimitado, evoluindo quase sempre para a cura em poucos dias.

Já a hepatite B pode apresentar fase aguda ou crônica. Aqui, a transmissão pode ocorrer de diferentes formas, como relações sexuais  ou compartilhamento de seringas (por transfusões de sangue, atualmente ela é muito rara). Infelizmente não há cura para essa doença se ela cronificar (mas 90% dos casos evoluem para a cura espontânea); porém, há vacina!

Por fim, a hepatite C é transmitida, principalmente, por meio de seringas usadas, havendo também outras possibilidades de transmissão. Além disso, pessoas que receberam transfusão sanguínea apresentam risco aumentado (mas desde 1992 o sangue transfundido tem sido testado para essa infecção, reduzindo a chance de contraí-la. Esse é o tipo mais propenso a cronificar, e a boa notícia é que tem cura!

Veja a importância da conscientização

Vimos, acima, um pouquinho sobre as hepatites de maneira geral. Agora, é hora de estruturar o pensamento em três pilares: prevenção, diagnóstico e tratamento.

A prevenção pode ocorrer de duas formas: vacina ou bons hábitos. No caso das vacinas, apenas os tipos A e B são contemplados. Porém, medidas de higiene com alimentos, uso seguro de seringas e fidelidade conjugal podem diminuir a transmissão.

Já o diagnóstico é feito por testes sorológicos (exames feitos no sangue), principalmente nos tipos que podem se cronificar. Nos casos de hepatite B que não evoluem para a cura espontânea, o acompanhamento laboratorial permite ficar de olho na carga viral. Já no tipo C, a detecção viabiliza o tratamento curativo da doença.

Viu só como o Julho Amarelo se faz necessário? Por meio do nosso artigo conseguimos pincelar as principais informações sobre os diferentes tipos de hepatite. Porém, nem sempre é fácil entender tudo isso de primeira. Portanto, a educação em saúde realizada por campanhas ao longo do mês pode fazer com que a população se torne agente ativo da luta contra hepatites virais. No mais, faça exames e preze por diagnósticos precoces!

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