O que é urocultura e como entender os resultados do exame?

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Se você acha que existe apenas um tipo de exame de urina, este conteúdo é para você! Vamos conversar sobre a urocultura, um exame essencial para abordar doenças infecciosas do aparelho urinário.

Porém, não é qualquer doença que resulta neste pedido. Na verdade, a urocultura é muito mais voltada para suspeitas de infecção do trato urinário. Dessa forma, ela contribui para confirmar ou descartar a presença de bactérias nocivas que possam estar presentes nessa parte do organismo.

Além disso, a urocultura não caminha sozinha. É possível, ainda, solicitar outros exames que tornam a abordagem mais segura e efetiva. Tudo isso vamos ver ao longo do texto!

Entenda o que é urocultura

Como estávamos dizendo, a urocultura é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de infecções do trato urinário. Isso porque ela vai identificar se há ou não a presença de bactérias na urina do paciente.

A partir daí, é possível seguir no tratamento da condição. Porém, uma forma de deixar a abordagem ainda mais certeira é associar o antibiograma à urocultura. É este exame que vai dizer quais antibióticos serão mais efetivos para combater a bactéria identificada.

Saiba o que ajuda a identificar

Como visto, a urocultura é indicada nas suspeitas de infecção do trato urinário. Isso envolve desde os casos mais simples até aqueles em que há comprometimento dos rins — pielonefrite. De forma geral, os sintomas são:

  • ardência/dor para urinar;
  • mais idas ao banheiro;
  • dor na região lombar;
  • febre.

Então, o exame vai dizer se há ou não bactérias na urina, certo? Bem, ele nos conta mais que isso! Na verdade, faz uma avaliação quantitativa, ou seja, quantifica o crescimento bacteriano. Para isso, determina a quantidade das chamadas unidades formadoras de colônias, o que significa a quantidade de bactérias na urina.

Veja como é feito o preparo

A urocultura pode ser realizada com urina coletada em qualquer momento do dia, mas é melhor que a pessoa tenha ficado ao menos duas horas sem urinar.

E é melhor que a urina seja coletada nas próprias dependências do laboratório. Caso contrário, é necessário refrigerar a amostra e tomar bastante cuidado para não contaminá-la e prejudicar o exame.

Para evitar a contaminação da amostra de urina com bactérias presentes na pele, é importante se fazer uma higienização da genitália, usando água e sabão de coco; outros produtos, como sabonetes antissépticos, podem prejudicar o exame pelo fato de conterem ingredientes antibacterianos.

Outro aspecto importante é que o primeiro jato deve ser desprezado no vaso sanitário, e só depois um pouco da urina deve ser recolhida no frasco. Esse tipo de amostra é chamada “urina de jato médio”, e não é preciso grande quantidade. O frasco, porém, deve ser estéril, fornecido pelo próprio laboratório, pois outros recipientes podem conter bactérias e resíduos que interferem no exame.

Descubra como analisar resultados

Como dito, a análise dos resultados é feita a partir da colonização de bactérias, ou seja, quantas colônias foram observadas na amostra. Se o laboratório perceber que há mais de um único tipo de bactéria, é importante que isso seja relatado, pois em geral isso é indicativo de contaminação durante a coleta ou o acondicionamento.

É preciso lembrar que existe a possibilidade de obter resultados falsos-positivos e falsos-negativos. No primeiro caso, seria a informação equivocada de que há proliferação de bactérias, o que pode ocorrer quando não se segue rigorosamente os cuidados indicados para a coleta. Já no segundo, seria deixar passar despercebida a presença dos microrganismos, o que pode ocorrer quando a pessoa toma medicamentos antibacterianos antes de coletar a urina, ou quando esta é coletada em recipientes inadequados.

Viu só como a urocultura é um exame essencial para diagnóstico de infecções urinárias? Por isso ela deve ser realizado em um laboratório de confiança, afinal, se a análise for incorreta, corre o risco de atrasar o tratamento. Você não vai querer que algo complique, certo?

Portanto, procure um laboratório experiente, com métodos padronizados de coleta, armazenamento e análises, como é o PAT Análises Clínicas.

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