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Para que serve o exame de fezes? Descubra sua importância aqui!

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Os exames laboratoriais são capazes de retratar alterações funcionais importantes do organismo. Como exemplos temos o hemograma, a quantificação de hormônios e vitaminas, testes envolvendo urina, entre muitos outros. Mas, afinal, para que serve o exame de fezes?

Nesse caso, são avaliadas alterações relacionadas ao trato digestivo. De fato, é muito associado à pesquisa de parasitas intestinais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 450 milhões de pessoas que moram em áreas de risco são acometidas por alguma parasitose, muitos não tendo ciência disso.

Será que o exame de fezes é utilizado apenas para detecção de vermes? Continue a leitura e veja mais sobre sua aplicação!

Descubra para que serve o exame de fezes

Quando um indivíduo chega ao consultório queixando-se de vômitos, diarreia, febre e mal-estar, logo o pensamento se direciona para o trato digestivo. Para realizar uma investigação acerca das causas, o exame de fezes é um dos solicitados.

Vale ressaltar que ele pode indicar parasitoses, e até mesmo direcionar para a investigação de um câncer. Diante disso, há importante relevância independentemente da idade, considerando que os resultados podem retratar uma condição que prejudica o desenvolvimento ou o curso de vida.

Saiba quais doenças ele pode detectar

Já mencionamos algumas situações em que o exame de fezes pode ser solicitado, bem como alguns diagnósticos que os resultados podem sugerir. Veja, a seguir, um pouco mais sobre o assunto!

Exame parasitológico

De fato, há grande importância dos exames de fezes para identificação de ovos e larvas de helmintos (vermes) e cistos de protozoários. Em ambos os casos, a presença do parasita pode sugerir a infecção do hospedeiro. Além disso, pode ser utilizado apenas para a triagem da parasitose.

Confira alguns exemplos de parasitas detectados no exame de fezes:

  • Ascaris lumbricoides (lombriga);
  • Entamoeba histolytica (ameba);
  • Schistosoma mansoni (esquistossomose);
  • Taenia solium e Taenia saginata (solitárias);
  • Ancylostoma duodenale e Necator americanus (“amarelão”, a doença do Jeca Tatu, personagem de Monteiro Lobato);
  • Diphyllobotrium latum (tênia do peixe, transmitida pela ingestão de salmão cru).

Cultura de fezes

Quando se trata de cultura, estamos nos referindo a um meio seletivo. Isso quer dizer que a amostra é colocada em um ambiente que favorece o crescimento diferencial de certos patógenos a fim de identificar a presença ou ausência dele. No caso da cultura de fezes, pode indicar a presença de Salmonella, por exemplo. Quem nunca ouviu falar de uma festa comunitária em que várias pessoas foram hospitalizadas com diarreia e vômitos após comerem a maionese caseira? Pois bem: em geral é ela, a Salmonella, a culpada (ou melhor, os culpados são os que não tomaram cuidados para evitar a transmissão dessa bactéria). Os candidatos a emprego para funções que envolvem contato com alimentos – cozinheiros, por exemplo – devem passar por exames para pesquisar se são portadores desse germe, ainda que não o saibam.

Sangue oculto (hemoglobina humana) nas fezes

Embora não seja comum nem fácil constatar visualmente a presença de sangue nas fezes, é possível detectá-lo através de um exame que constata, por método imunológico, hemoglobina (proteína do sangue que tem a função de se ligar ao oxigênio e ao gás carbônico). A grande utilidade desse teste relaciona-se aos pequenos sangramentos que acompanham os tumores intestinais, hemorragias essas que já surgem antes mesmo que se caracterize o câncer, ou seja, na fase inicial chamada pólipo. E os pólipos podem ser removidos preventivamente, evitando assim o câncer.

Detecção de Isospora sp. e Cryptosporidium sp.

Tanto a Isospora sp. como também o Cryptosporidium sp. são protozoários oportunistas que causam no ser humano um quadro de diarreia. Geralmente é autolimitado, sem maiores severidades. Entretanto, em indivíduos imunossuprimidos pode levar a consequências mais graves, como desidratação acentuada.

Entenda como é feita a coleta

Para realizar a coleta da amostra, o primeiro ponto de destaque é que as fezes devem ser recolhidas no estado mais puro possível, sem contato com a água do vaso sanitário. A amostra de fezes deve ser acondicionada em um recipiente limpo e seco, cuja abertura seja larga e permita o fechamento adequado; os laboratórios fornecem frascos providos com uma pazinha plástica, para facilitar a separação da amostra.

Como a amostra é sensível às alterações ambientais, é ideal mantê-la em baixa temperatura e levá-laimediatamente ao laboratório. Em alguns casos, são solicitadas amostras múltiplas, principalmente para a pesquisa de alguns parasitas como a Giardia lamblia, frequentemente causadora de diarreia em crianças (coletas com intervalos de ao menos cinco dias, podendo as várias amostras de fezes ser postas em um mesmo frasco contendo conservante).

Neste artigo procuramos esclarecer para que serve o exame de fezes, desmistificando seu uso exclusivo para exames parasitológicos. Embora a coleta necessite de alguns cuidados, é importante sua realização quando solicitada. O resultado do exame parasitológico e o da pesquisa de hemoglobina humana costuma ficar pronto rapidamente, mas as culturas podem demorar uma semana ou mais, tempo necessário para a confirmação ou exclusão de microrganismos patogênicos.

Agora que você sabe um pouco mais sobre exames de fezes, que tal aprender sobre outras análises clínicas?

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