Prevenção do câncer Colorretal

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O câncer colorretal – muitas vezes denominado simplesmente câncer de intestino – é o nome genérico para tumores que afetam o cólon, ou intestino grosso, e o reto, que é a parte final do tubo digestivo. Pode ser tratado e, na maior parte dos pacientes, curado, se for detectado precocemente, quando ainda não se infiltrou profundamente nem se disseminou para outros órgãos.

Esses tumores, em sua maioria, começam a surgir como pólipos, que são pequenas elevações na parte interna do intestino como se fossem verrugas ou pedúnculos. Os pólipos, benignos, com o tempo podem se malignizar, caracterizando o câncer. A detecção e remoção dos pólipos previne o surgimento do câncer.

Para o Brasil, estimam-se 17.380 novos casos de câncer colorretal em homens e 18.980 em mulheres para cada ano do biênio 2018-2019 (o que significa 72.720 nos dois anos). É um número muito elevado para uma doença que pode ser prevenida, e tratada com êxito quando precocemente detectada. Esse é o terceiro mais frequente câncer em homens, e o segundo em mulheres (excetuando-se o câncer de pele não melanoma).

Os principais fatores associados ao risco de desenvolvimento de câncer colorretal são os seguintes: idade superior a 50 anos, obesidade, consumo de carnes processadas (salsichas, linguiças, presunto, bacon, mortadela, salames, e até blanquet de peru), e excesso de carne vermelha.

Além disso, outros fatores que se associam à maior chance de surgimento de câncer colorretal são a história familiar positiva (outros casos na família) e a ocorrência em si de outro câncer (intestino, ovário, útero ou mama), além do hábito de fumar e de exceder-se em bebidas alcoólicas.

Algumas doenças inflamatórias intestinais também se associam a uma maior chance de surgimento de câncer colorretal, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.

Pessoas com mais de 50 anos que apresentem sangue nas fezes, alteração (alternando diarreia e prisão de ventre do hábito intestinal), sensação de esvaziamento intestinal incompleto à evacuação, mal estar abdominal, fraqueza/anemia, perda de peso sem motivo, alteração na forma das fezes (finas e compridas) ou presença de massas abdominais devem consultar um médico para esclarecimento. Ainda que essas características também estejam presentes em outras condições, como hemorroidas, verminoses, úlceras e outros estados do organismo, elas devem ser consideradas e investigadas, principalmente se não houver melhora com o passar de alguns dias.

Ah, mais uma coisa que é importante dizer: nem sempre o sangue presente nas fezes é vermelho. Por vezes ele se torna mais escuro, e até mesmo preto. E os pequenos sangramentos não são percebidos pelo olho humano, sendo necessário examinar as fezes com produtos que detectam o sangue mesmo em pequeníssima quantidade.

A pesquisa de hemorragia intestinal (sangue oculto nas fezes) deve ser feita anualmente. O teste é de fácil execução, sendo barato e altamente eficaz, uma vez que detecta pequenas hemorragias por vezes causadas por pólipos ainda benignos, permitindo sua remoção preventiva. O método utilizado pelos bons laboratórios clínicos para examinar as fezes dispensa dieta especial e outros preparos. A retirada dos pólipos é feita durante a colonoscopia, exame que permite examinar todo o intestino grosso, quando podem ser detectadas outras anormalidades que estejam presentes.

O câncer colorretal é uma doença tratável, e frequentemente curável (principalmente quando o diagnóstico é precoce). O tratamento é cirúrgico, programado conforme a região afetada e a extensão da moléstia, podendo haver associação com radioterapia e/ou quimioterapia. Também se lança mão, por vezes, de imunoterapia e certos produtos biológicos.

Para evitar essa doença, faça a prevenção: visite o médico periodicamente, tenha hábitos alimentares saudáveis, e cuide bem de sua saúde de uma maneira geral. E passe anualmente pela pesquisa de sangue oculto (pesquisa de hemoglobina humana) nas fezes: é um teste simples, rápido, barato, e não dói nem precisa de dieta especial ou outro tipo de preparo, constituindo um meio eficaz de prevenir uma doença que pode tornar-se grave e letal.

Acesse o e-book do Laboratório PAT sobre o câncer colorretal, para se inteirar. E não deixe de seguir os conselhos de seu médico.

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