Conheça 3 tipos de problemas na tireoide e saiba como eles podem ser tratados!

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Os principais distúrbios que afetam a tireoide são o hipertireoidismo e o hipotireoidismo; mas há, também, os nódulos que podem surgir na glândula. A tireoide é um órgão que pode ser acometido por diversos problemas causando sintomas indicativos de necessidade de tratamento para evitar agravamentos e desdobramentos que podem levar a outras doenças.

Ela, a tireoide, é uma glândula com formato de borboleta que se localiza na parte inferior da garganta e tem as suas funções reguladas pelo cérebro por uma ação da qual participam os hormônios TRH e TSH. Ela é fundamental para a regulação de diversos processos metabólicos e, quando sofre alterações em seu funcionamento, pode desencadear vários distúrbios.

Neste artigo vamos explicar os principais problemas que podem afetar essa glândula, bem como suas causas, sintomas e tratamentos. Acompanhe!

1. Hipertireoidismo

O hipertireoidismo ocorre quando a tireoide produz hormônios em excesso, e na maior parte dos casos isso se deve à Doença de Graves, um distúrbio autoimune. Seus sintomas podem incluir:

  • ansiedade e nervosismo;
  • olhos “esbugalhados”;
  • alteração nos ciclos menstruais e na fertilidade;
  • aumento da pressão arterial;
  • evacuações mais frequentes (com ou sem diarreia);
  • fraqueza muscular (com tremor nas mãos);
  • nervosismo;
  • palpitações;
  • perda rápida de peso, embora haja aumento de apetite;
  • surgimento de bócio (papo no pescoço);
  • transpiração excessiva.

O tratamento depende da causa. Em geral as manifestações do hipertireoidismo são controladas com medicamentos para neutralizar o excesso de hormônios, como no caso da Doença de Graves. Em alguns casos, os sintomas são eliminados ou bem reduzidos. Quando não tratado, o hipertireoidismo afeta o coração e outros órgãos.

2. Hipotireoidismo

O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide produz baixa quantidade de hormônios, necessários para o bom funcionamento do organismo. Com isso, há uma desaceleração geral das funções orgânicas, provocando sintomas sutis, que progridem gradualmente. A maior parte dos casos se deve à Doença de Hashimoto, uma condição autoimune, mas há outras causas de hipotireoidismo, como o uso de alguns medicamentos, e também cirurgias para remoção parcial ou total da tireoide.

O diagnóstico laboratorial é feito inicialmente por meio da constatação do aumento do hormônio estimulante da tireoide (TSH) na corrente sanguínea, o que em geral é complementado com outros exames. Nesse sentido, é interessante saber como interpretar o exame de sangue para entender as alterações que ocorrem no organismo.

Alguns dos sintomas podem simular depressão, principalmente em idosos. Os principais são:

  • alterações na memória;
  • expressões faciais aborrecidas;
  • fadiga excessiva;
  • ganho de peso sem motivo aparente;
  • inchaço nos olhos e na face;
  • pálpebras caídas;
  • pele seca, grossa e com escamas;
  • queda de cabelo e fios secos;
  • sensibilidade aumentada ao frio;
  • unhas quebradiças;
  • voz rouca e fala lenta.

O tratamento é medicamentoso, com uma cuidadosa reposição hormonal e acompanhamento médico para os ajustes necessários das doses.

3. Nódulos

Os nódulos que surgem na tireoide em geral são benignos e não causam complicações. No entanto, em alguns casos podem surgir nódulos malignos (câncer). Por isso, a avaliação médica é fundamental. Em geral, não há sintomas, mas quando crescem muito eles podem provocar os seguintes desconfortos:

  • dificuldades para respirar ou para engolir;
  • dor;
  • inchaço no pescoço.

O tratamento depende de exames que identificam o tipo de nódulo, como punções aspirativas feitas com agulhas finas para retirada de amostras, e ultrassonografia. Para os casos benignos se acompanha a evolução, por vezes com o auxílio de exames de imagem e outros recursos. Já os nódulos malignos em geral levam à indicação de cirurgia, por vezes associada a outras formas de tratamento antineoplásico.

Como vimos, há vários tipos de problemas na tireoide que podem ser tratados adequadamente, sem necessidade de cirurgia. Nesse sentido, é importante ficar atento aos sinais e buscar rapidamente ajuda profissional, especialmente do endocrinologista, pois com a avaliação médica detalhada, realização de provas laboratoriais e outros exames complementares que se façam indicados, e também administração de medicamentos, é possível controlar essas alterações e levar uma vida saudável.

Gostou deste artigo? Saiba mais sobre o funcionamento da tireoide lendo outro conteúdo em nosso blog, que explica a ação dos hormônios tireoideanos!

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