Quais são os principais exames de DSTs?

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Para muitas pessoas, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) correspondem a um assunto desagradável. Porém, não falar sobre elas ou desconhecer quais são os exames para DSTs pode significar um atraso importante no diagnóstico, o que pode ter consequências ruins para a saúde.

Por isso, vamos conversar sobre alguns testes utilizados para identificar uma infecção desse grupo. Vale lembrar que existe um período entre o contato com o agente causador e a possibilidade de detecção por meio de um exame.

Quando se trata de pesquisar a existência de anticorpos dirigidos a um agente infectante, como o HIV ou outro vírus, esse período é chamado de janela imunológica e é quando podem ocorrer os falso-negativos. Então, é importante realizar o exame sempre que houver o risco e, caso dê negativo e persista a suspeita, repetir após algum tempo para detectar o sinal da infecção. Quando se trata de pesquisar diretamente o próprio microrganismo, como, por exemplo, pesquisar bactérias como o gonococo ou a clamídea (mais adiante falaremos sobre elas), então não se trata de janela imunológica, mas algo parecido: há um período entre a entrada do germe e a possibilidade de ele ser encontrado, após se multiplicar no organismo humano.

Outro aspecto importante é que as DSTs, ainda que signifiquem “sexualmente transmissíveis”, não são transmitidas apenas por essa via: o HIV, causador da aids, pode ser transmitido por via sanguínea, o que é amplamente conhecido; sífilis pode ser transmitida da mãe ao filho durante a gravidez. Hepatites B e C também também são transmissíveis fora da relação sexual, por contato com sangue e secreções.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura e confira!

Teste anti-HIV

Vamos começar falando sobre o teste anti-HIV! Há os chamados “testes rápidos”, utilizados mais frequentemente em serviços com poucos recursos técnicos, mas com maior probabilidade de ocorrências de resultados inadequados. Os testes mais realizados nos bons laboratórios clínicos, com maior grau de confiabilidade, são os derivados do clássico Elisa, como os quimioluminométricos automatizados, e que, se necessário, se seguem de testes confirmatórios para maior segurança das conclusões.

Deve-se ressalvar que nenhum teste imunológico, seja para pesquisa de HIV ou de outro agente infeccioso, é capaz de, isoladamente, dizer que alguém está com uma doença: todos eles têm a possibilidade, ainda que remota, de levar a resultados falsamente positivos e falsamente negativos, e por isso é de fundamental importância que se proceda a novos testes e, sobretudo, ao critério do raciocínio médico considerando informações obtidas de cada paciente.

É por isso que um único teste “positivo” não fecha o diagnóstico! Existem testes complementares e sorologias mais específicas que aumentam tanto a sensibilidade do exame quanto a especificidade em identificar a infecção, para que os médicos tenham informações para nelas basearem suas conclusões clínicas.

Sorologias

De forma geral, os exames sorológicos são testes que detectam a presença de anticorpos contra determinado antígeno, substância presente em microrganismos causadores de doenças, por exemplo. Em outras palavras, ao ser infectado por determinado micróbio, a pessoa começa a desenvolver anticorpos contra ele visando a defesa.

Portanto, caso não tenha tido contato com o microrganismo, não haverá a detecção de anticorpos contra ele. Diversas DSTs se beneficiam desse tipo de abordagem, ou seja, pesquisa de anticorpos, como:

Para cada uma delas, existem pequenas especificidades que devem ser consideradas pelo médico no momento da solicitação.

Exame ao microscópio

Alguns microrganismos podem ser identificados com o auxílio do microscópio, como os gonococos (Neisseria gonorrhoeae, que causa a blenorragia ou gonorreia). Uma amostra do material suspeito é examinada ao microscópio óptico de luz direta, após passar por um processo de coloração, para evidenciar a bactéria.

Com um recurso especial, o contraste de fase, o microrganismo causador da sífilis (Treponema pallidum) é facilmente visualizado vivo, movendo-se, em amostra coletada em lesões genitais de quem porta essa doença.

Trichomonas vaginalis, um protozoário, é facilmente visualizado em movimento no exame comum da urina (chamado EAS – Elementos Anormais e Sedimento), mas também é constatado pelo teste PCR (vide adiante).

Papanicolaou

O HPV, ou papilomavírus humano, é um vírus que pode provocar uma série de manifestações no organismo. As manifestações vão depender do subtipo envolvido e variam desde verrugas até o câncer de colo uterino.

No caso das verrugas, ou condilomas, um simples exame clínico pode confirmar ou excluir a hipótese. Porém, quando o subtipo envolvido é aquele com maior risco de câncer, o exame Papanicolaou, ou seja, exame colpocitológico cérvico-vaginal (conhecido como “exame preventivo” feminino) é uma excelente escolha para rastreio.

Por meio dele é feita uma investigação das células localizadas no colo do útero. Após coleta feita em geral pelo ginecologista, é realizada uma investigação laboratorial capaz de identificar sinais precoces da presença do HPV.

PCR

É possível detectar na urina e nas secreções genitais a presença de agentes causadores de DSTs. Por meio de uma simples amostra, o teste PCR (Polymerase Chain Reaction) consegue identificar a presença de 6 principais microrganismos associados às DSTs:

  • Chlamydia trachomatis (clamídia);
  • Neisseria gonorrhoeae (gonococo);
  • Mycoplasma genitalium;
  • Mycoplasma hominis;
  • Ureaplasma urealyticum;
  • Trichomonas vaginalis.

Viu só como o laboratório clínico pode ajudar no diagnóstico de várias infecções? É importante conhecer os exames de DST, a fim de difundir o conhecimento e reduzir a disseminação desses microrganismos entre a população.

A grande das infecções tem cura, ou seja, basta diagnosticar para poder tratar (e mesmo as que não têm cura têm tratamento). Quanto mais tardio o diagnóstico, maior o risco de a doença evoluir e, ainda, ser transmitida para outra pessoa.

Então, não perca mais tempo! Entre em contato conosco agora mesmo e agende seu exame de DST!

Para muitas pessoas, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) correspondem a um assunto desagradável. Porém, não falar sobre elas ou desconhecer quais são os exames para DSTs pode significar um atraso importante no diagnóstico, o que pode ter consequências ruins para a saúde.

Por isso, vamos conversar sobre alguns testes utilizados para identificar uma infecção desse grupo. Vale lembrar que existe um período entre o contato com o agente causador e a possibilidade de detecção por meio de um exame.

Quando se trata de pesquisar a existência de anticorpos dirigidos a um agente infectante, como o HIV ou outro vírus, esse período é chamado de janela imunológica e é quando podem ocorrer os falso-negativos. Então, é importante realizar o exame sempre que houver o risco e, caso dê negativo e persista a suspeita, repetir após algum tempo para detectar o sinal da infecção. Quando se trata de pesquisar diretamente o próprio microrganismo, como, por exemplo, pesquisar bactérias como o gonococo ou a clamídea (mais adiante falaremos sobre elas), então não se trata de janela imunológica, mas algo parecido: há um período entre a entrada do germe e a possibilidade de ele ser encontrado, após se multiplicar no organismo humano.

Outro aspecto importante é que as DSTs, ainda que signifiquem “sexualmente transmissíveis”, não são transmitidas apenas por essa via: o HIV, causador da aids, pode ser transmitido por via sanguínea, o que é amplamente conhecido; sífilis pode ser transmitida da mãe ao filho durante a gravidez. Hepatites B e C também também são transmissíveis fora da relação sexual, por contato com sangue e secreções.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura e confira!

Teste anti-HIV

Vamos começar falando sobre o teste anti-HIV! Há os chamados “testes rápidos”, utilizados mais frequentemente em serviços com poucos recursos técnicos, mas com maior probabilidade de ocorrências de resultados inadequados. Os testes mais realizados nos bons laboratórios clínicos, com maior grau de confiabilidade, são os derivados do clássico Elisa, como os quimioluminométricos automatizados, e que, se necessário, se seguem de testes confirmatórios para maior segurança das conclusões.

Deve-se ressalvar que nenhum teste imunológico, seja para pesquisa de HIV ou de outro agente infeccioso, é capaz de, isoladamente, dizer que alguém está com uma doença: todos eles têm a possibilidade, ainda que remota, de levar a resultados falsamente positivos e falsamente negativos, e por isso é de fundamental importância que se proceda a novos testes e, sobretudo, ao critério do raciocínio médico considerando informações obtidas de cada paciente.

É por isso que um único teste “positivo” não fecha o diagnóstico! Existem testes complementares e sorologias mais específicas que aumentam tanto a sensibilidade do exame quanto a especificidade em identificar a infecção, para que os médicos tenham informações para nelas basearem suas conclusões clínicas.

Sorologias

De forma geral, os exames sorológicos são testes que detectam a presença de anticorpos contra determinado antígeno, substância presente em microrganismos causadores de doenças, por exemplo. Em outras palavras, ao ser infectado por determinado micróbio, a pessoa começa a desenvolver anticorpos contra ele visando a defesa.

Portanto, caso não tenha tido contato com o microrganismo, não haverá a detecção de anticorpos contra ele. Diversas DSTs se beneficiam desse tipo de abordagem, ou seja, pesquisa de anticorpos, como:

Para cada uma delas, existem pequenas especificidades que devem ser consideradas pelo médico no momento da solicitação.

Exame ao microscópio

Alguns microrganismos podem ser identificados com o auxílio do microscópio, como os gonococos (Neisseria gonorrhoeae, que causa a blenorragia ou gonorreia). Uma amostra do material suspeito é examinada ao microscópio óptico de luz direta, após passar por um processo de coloração, para evidenciar a bactéria.

Com um recurso especial, o contraste de fase, o microrganismo causador da sífilis (Treponema pallidum) é facilmente visualizado vivo, movendo-se, em amostra coletada em lesões genitais de quem porta essa doença.

Trichomonas vaginalis, um protozoário, é facilmente visualizado em movimento no exame comum da urina (chamado EAS – Elementos Anormais e Sedimento), mas também é constatado pelo teste PCR (vide adiante).

Papanicolaou

O HPV, ou papilomavírus humano, é um vírus que pode provocar uma série de manifestações no organismo. As manifestações vão depender do subtipo envolvido e variam desde verrugas até o câncer de colo uterino.

No caso das verrugas, ou condilomas, um simples exame clínico pode confirmar ou excluir a hipótese. Porém, quando o subtipo envolvido é aquele com maior risco de câncer, o exame Papanicolaou, ou seja, exame colpocitológico cérvico-vaginal (conhecido como “exame preventivo” feminino) é uma excelente escolha para rastreio.

Por meio dele é feita uma investigação das células localizadas no colo do útero. Após coleta feita em geral pelo ginecologista, é realizada uma investigação laboratorial capaz de identificar sinais precoces da presença do HPV.

PCR

É possível detectar na urina e nas secreções genitais a presença de agentes causadores de DSTs. Por meio de uma simples amostra, o teste PCR (Polymerase Chain Reaction) consegue identificar a presença de 6 principais microrganismos associados às DSTs:

  • Chlamydia trachomatis (clamídia);
  • Neisseria gonorrhoeae (gonococo);
  • Mycoplasma genitalium;
  • Mycoplasma hominis;
  • Ureaplasma urealyticum;
  • Trichomonas vaginalis.

Viu só como o laboratório clínico pode ajudar no diagnóstico de várias infecções? É importante conhecer os exames de DST, a fim de difundir o conhecimento e reduzir a disseminação desses microrganismos entre a população.

A grande das infecções tem cura, ou seja, basta diagnosticar para poder tratar (e mesmo as que não têm cura têm tratamento). Quanto mais tardio o diagnóstico, maior o risco de a doença evoluir e, ainda, ser transmitida para outra pessoa.

Então, não perca mais tempo! Entre em contato conosco agora mesmo e agende seu exame de DST!

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