Saiba o que é e como entender o exame de vitamina D

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O exame de vitamina D3, também conhecido como 25-OH-vitamina D (ou simplesmente “vitamina D”) é utilizado para verificar a concentração desse nutriente no sangue. Trata-se de uma vitamina – ou, mais exatamente, um hormônio – responsável pelo equilíbrio dos níveis de cálcio e fósforo no organismo, sendo essencial para a formação de ossos e dentes, resposta imunológica, força muscular e metabolismo.

As diferentes denominações desse exame se referem às transformações que ocorrem no processo de metabolização dos nutrientes pré-vitamina D2, cuja fonte são alguns alimentos, e a vitamina D3, obtida com a alimentação e exposição solar. Quando elas entram na circulação sanguínea são mudadas quimicamente em 25-hidroxivitamina D ou 25-OH-D.

Neste artigo vamos explicar em quais situações o exame de vitamina D é indicado, como é realizado e como entender os seus resultados. Continue a leitura para saber mais!

Para quais situações esse exame é indicado?

Normalmente, a solicitação do exame de vitamina D é feita quando a pessoa apresenta alguns sintomas que podem estar relacionados à deficiência da vitamina D (hipovitaminose D), como:

  • alterações na pele com o surgimento de acne ou psoríase;
  • cansaço crônico;
  • demora na cicatrização de feridas;
  • depressão;
  • dificuldade em perder peso – a vitamina D age como um hormônio que interfere nos demais, incluindo os relacionados ao apetite;
  • dor muscular;
  • dor nas costas, pernas, ossos e articulações;
  • fraturas espontâneas;
  • infecções frequentes no sistema respiratório (pneumonia, bronquite e gripe);
  • malformação óssea em crianças;
  • perda óssea;
  • queda de cabelo.

O exame também pode ser indicado em situações que envolvem riscos para a deficiência de vitamina D, como:

  • alimentação deficiente em peixes e laticínios;
  • cirurgia gástrica anterior;
  • dificuldade na absorção de gorduras;
  • doença inflamatória intestinal;
  • falta de exposição ao sol;
  • idade (acima de 55 anos);
  • menopausa;
  • obesidade;
  • pessoas com pele mais escura;
  • uso de protetor solar em excesso.

Como é feito o exame de vitamina D?

O exame de vitamina D se inicia com a retirada de uma amostra de sangue de uma veia do braço do paciente. Em seguida é feita a análise laboratorial.

Não há necessidade de preparo para esse teste, mas é importante informar ao médico e ao laboratório sobre suplementos e medicamentos que toma, já que eventualmente eles podem interferir nos resultados.

Esse exame não apresenta riscos, nem efeitos indesejáveis. Nem sempre a pessoa sente a picada da agulha.

Como entender os resultados do exame?

O Departamento de Metabolismo Ósseo e Mineral da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), considerando as mais recentes informações científicas, propõe os seguintes valores para interpretação dos resultados:

  • Maior do que 20 ng/mL é o nível desejável para a população geral saudável;
  • Entre 30 e 60 ng/mL é o recomendado para grupos de risco, como idosos, gestantes, pacientes com osteomalácia, raquitismo, osteoporose, hiperparatireoidismo secundário, doenças inflamatórias, doenças autoimunes, doença renal crônica e pré-bariátricos;
  • Entre 10 e 20 ng/mL é considerado nível baixo, com risco de aumentar a remodelação óssea e, com isso, perda de massa óssea, além do risco de osteoporose e fraturas;
  • Menor do que 10 ng/mL é uma concentração muito baixa e com risco de evoluir com defeito na mineralização óssea (osteomalácia, e raquitismo).

Nesse sentido, quando os resultados acusam uma deficiência de vitamina D, pode significar que a pessoa:

  • não está se expondo ao sol de maneira suficiente;
  • tem uma alimentação deficiente em vitamina D;
  • apresenta problemas para absorver a vitamina D;
  • pode ter doença renal (nos rins) ou hepática (no fígado).

Excesso de vitamina D

O excesso de vitamina D no organismo também pode representar um problema. Nesse sentido, a SBEM alerta sobre alguns perigos da superdosagem, como a hipercalcemia, condição que se caracteriza por níveis de cálcio acima do normal, que pode provocar sintomas, como:

  • anorexia (falta de apetite);
  • comprometimento renal;
  • desidratação;
  • desordem metabólica;
  • fadiga;
  • fraqueza muscular;
  • náuseas.

Como vimos, tanto a deficiência quanto o excesso desse nutriente podem trazer sérios problemas à saúde, sendo importante fazer o exame de vitamina D para detectar os seus níveis no organismo. Para isso, é fundamental buscar um laboratório de confiança e com boa reputação, como o PAT Análises Clínicas, para garantir a qualidade da análise da amostra e obter resultados fidedignos.

Estas informações foram úteis? Para saber mais sobre o exame de vitamina D3 e outros testes, entre em contato conosco!

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