Sistema imune: qual sua função e por que cuidar dele?

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Atualmente, muito tem se falado sobre o sistema imune humano, sendo possível ver em diversos noticiários e textos a abordagem desse assunto. Como vivemos a pandemia de Covid-19 e o coronavírus é um patógeno que se aproveita da debilidade imunológica, falar sobre esse sistema é imprescindível.

Contudo, somente comentar a respeito de sua disfunção e inabilidade de combater ao vírus não é suficiente. Somente entendendo sua função e importância é que há o discernimento a respeito da gravidade que é o imunocomprometimento.

Pensando nisso, trouxemos as principais informações sobre o que é o sistema imune, suas funções e a importância de cuidar dele. Quer saber mais a respeito? Então continue a leitura e tenha acesso às melhores informações sobre o assunto!

O que é sistema imune e quais suas funções?

O sistema imunológico é caracterizado como um conjunto de células, tecidos e órgãos responsáveis por proteger o organismo. Concomitantemente, ele evita que substâncias estranhas e microrganismos — vírus, bactérias e fungos, principalmente — afetem negativamente a saúde e promovam o desenvolvimento de doenças.

Ele é responsável por formar uma barreira de proteção ao corpo humano, impedindo a agressão por patógenos e, assim, que haja o comprometimento das funções vitais.

Além disso, é ele que promove o equilíbrio do organismo. Ele é garantido por meio da resposta coordenada de células e moléculas contra substâncias estranhas, como células replicadas de forma errônea (cânceres) ou toxinas produzidas pelo metabolismo.

Como o sistema imune é classificado?

Em função das suas diferentes formas de atuação, o sistema imune tem ações como descrito a seguir.

1. Imunidade inata

A imunidade inata é a que a pessoa possui desde o seu nascimento. Ela é composta pelas barreiras naturais do corpo, como pele e mucosas, e por agentes internos; dentre estes, destacam-se leucócitos — células responsáveis por atacar os agentes estranhos — e componentes do sistema chamado complemento (um grupo de proteínas que atuam em conjunto para a defesa), além de substâncias chamadas citocinas. A sua forma de resposta é inespecífica, agindo de acordo com a necessidade do organismo: uma dessas células de defesa, por exemplo, ao se aproximar de um microrganismo, “engole-o” em um processo chamado fagocitose, sendo então feita a destruição.

Os componentes da imunidade inata reconhecem a agressão por um número limitado de antígenos, e não é dotado de memória que permita reconhecer seletivamente agentes já combatidos. Mas é a defesa inicial do organismo.

O principal exame laboratorial relacionado à imunidade inata é o hemograma, que faz parte de muitos check-ups.

2. Imunidade adquirida

Esta imunidade é adquirida ao longo da vida do indivíduo. Na medida em que ele se expõe a diferentes patógenos (e também vacinas), o sistema imune cria uma resposta específica para cada situação, ou seja, identifica características dos agressores para que seja feita a sua destruição seletiva. Outrossim, ela ainda tem duas subdivisões:

  1. imunidade celular — é a caracterizada pela formação de células denominadas linfócitos T, que são compostos que têm mais força de ataque contra os agentes estranhos;
  2. imunidade humoral — é produzida pelos linfócitos B, que levam à produção dos anticorpos, com ação específica para cada patógeno (e gera a memória imunológica).

Além dos línfócitos T e B, a imunidade adquirida tem participação das células dendríticas, citocinas e sistema do complemento.

A imunidade adquirida tem três características importantes: capacidades de aprender, de adaptar e de lembrar. Há a memória imunológica, o que faz com que após recuperar-se de uma infecção a pessoa se torne protegida contra o microrganismo causador. A memória também ocorre com a vacinação.

Pode-se avaliar a imunidade adquirida por exames gerais, como a determinação dos níveis de imunoglobulinas (anticorpos), mas também por detecção de anticorpos relacionados aos agentes das doenças, como vírus de hepatites, HIV, toxoplasmose, rubéola, etc.

Qual a importância do sistema imune?

O sistema imunológico é o que protege o corpo humano contra os agressores e, assim, garante a vida. Sem ele, na primeira invasão por um patógeno ou surgimento de uma célula anormal — inicio da formação de tumores — a saúde do indivíduo seria comprometida, com o risco de ser fatal.

O comprometimento do sistema imune, na maioria dos casos, infere em um quadro de prejuízo da saúde do indivíduo e desenvolvimento de doenças potencialmente fatais. A exemplo disso, temos o vírus HIV, causador da AIDS, que atua destruindo as células do sistema imune — linfócitos T, da imunidade adquirida — levando a um quadro de imunodepressão, com consequentes infecções, e até surgimento de cânceres.

Quando isso ocorre, patógenos, ditos oportunistas, podem se instalar no organismo e, sem a presença de qualquer barreira que os impeça de multiplicar e destruir mais células, levar a um quadro de sepse e/ou morte.

Sendo assim, é muito importante fazer periodicamente exames para acompanhar a integridade do sistema imune, permitindo o tratamento precoce de alterações. Ademais, também pode-se acrescentar à rotina diária atividades, como exercícios físicos, e alimentos que atuem como protetores da imunidade, evitando distúrbios nesse sistema.

O sistema imune é a ferramenta que o corpo humano tem para protegê-lo de eventualidades que levem ao comprometimento do equilíbrio natural corpóreo. Suas funcionalidades são relacionadas ao ataque e destruição de agentes estranhos que ele reconheça. Assim, cuidar e acompanhar como estão seus parâmetros é fundamental para garantir uma boa saúde.

O sistema imune pode também passar por falhas que levam à autoimunidade e outros distúrbios, o que faz parte do mecanismo de surgimento de várias doenças como hipotireoidismo, lupus eritematoso, psoríase e outras.

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