Teste do Pezinho: 5 doenças que ele ajuda a detectar nos bebês

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O Teste do Pezinho é utilizado para detecção de anormalidades e prevenção de doenças que podem provocar sequelas irreversíveis. Mas é possível evitá-las a partir desse exame simples, que consiste em coletar gotas de sangue do calcanhar do bebê. Ele é mandatório, e deve ser realizado em todos os recém-nascidos.

A coleta deve ser feita entre o 3º e o 5º dia de vida, no laboratório ou mesmo no domicílio (mas, mesmo com atraso, não deve deixar de ser feito). Caso o resultado apresente alterações, a família deve ser notificada para que o bebê seja submetido a um novo exame de sangue, chamado teste confirmatório, a fim de excluir ou confirmar o que houver sido suspeitado.

Neste artigo, selecionamos 5 das principais doenças que podem ser detectadas por meio desse teste. Leia, para saber!

1. Fenilcetonúria

Os bebês que apresentam fenilcetonúria não conseguem desfazer a fenilalanina, que é uma substância obtida na alimentação (mesmo sendo o leite materno o único alimento na fase inicial da vida). Dessa forma, ela se acumula no organismo, principalmente no cérebro, provocando retardo mental.

O diagnóstico e tratamento precoce podem evitar o agravamento desse problema e proporcionar um desenvolvimento normal ao bebê. Deve-se evitar alimentos contendo fenilalanina.

2. Hipotireoidismo congênito

O hipotireoidismo congênito é caracterizado por uma baixa produção de hormônios da tireoide, havendo também nível sanguíneo elevado do hormônio tireoestimulante (TSH), produzido pela hipófise. A atividade da glândula tireoide é necessária para o correto funcionamento e amadurecimento de diversos órgãos, principalmente para o sistema nervoso central.

A falta dos hormônios tireoideanos leva a um retardo neuropsicomotor e lesões neurológicas irreversíveis, além de outras alterações orgânicas, podendo ser prevenido quando o teste do pezinho detecta o hipotireoidismo.

3. Fibrose cística

Trata-se de uma desordem genética que se caracteriza por infecções crônicas das vias aéreas e que afeta, principalmente, o pâncreas e os pulmões. Isso leva a obstruções provocadas pelo aumento da viscosidade do muco.

O tratamento consiste em acompanhamento médico regular, utilização de enzimas pancreáticas, suporte dietético e suplementação das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), bem como fisioterapia respiratória.

Essa doença apresenta um índice de morbimortalidade muito elevado. Apenas 34% dos bebês chegam à idade adulta e menos de 10% conseguem ultrapassar 30 anos.

4. Anemia falciforme

No Brasil a anemia falciforme é mais comum em afrodescendentes, sendo herdada dos pais. Sua principal característica é o formato dos glóbulos vermelhos, que diante de determinadas condições ficam com forma de foice.

Os glóbulos alterados se embolam, dificultando a passagem do sangue nos pequenos vasos do corpo. Isso provoca dor e inchaço nas juntas e outras áreas do corpo, aparência amarelada, anemia e infecções. Quando a doença é diagnosticada precocemente e acompanhada por médicos, a pessoa pode levar uma vida praticamente normal.

5. Hiperplasia adrenal congênita

A hiperplasia adrenal congênita decorre da deficiência de uma das enzimas que são responsáveis pela síntese de cortisol nas glândulas suprarrenais, localizadas junto aos rins.

Com um diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível conseguir uma melhora no padrão de crescimento e desenvolvimento que pode, na maioria dos casos, ser normalizado. As ocorrências clínicas dependem da enzima envolvida, bem como do grau de deficiência enzimática (total ou parcial). O tratamento precisa ser realizado ao longo da vida.

Mais alterações podem também ser detectadas pelo Teste do Pezinho: deficiência de biotinidase, deficiência de G-6-PD (glicose-6-fosfato-desidrogenase), galactosemia e diversas outras.

Como vimos, o Teste do Pezinho é fundamental para identificar várias doenças que podem ser tratadas de maneira precoce. Por isso, é importante realizar o exame em um laboratório bem conceituado e com boa reputação, como o PAT Análises Clínicas.

Gostou deste artigo? Para saber mais sobre o teste do pezinho, entre em contato conosco!

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