O que é a variante do coronavírus no Brasil e como se proteger?

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A variante do coronavírus no Brasil, identificada como P.1 e derivada da cepa B.1.1.28, é um vírus mutante (ou seja, que passou por mudanças, tendo adquirido novas características) que apresenta 10 alterações na proteína spike. Foi detectado em turistas japoneses que contraíram a doença em Manaus, no Estado do Amazonas.

Essa proteína interage com um receptor das células humanas, que é a chave para abrir o caminho e invadir o corpo, provocando a Covid-19. A maior preocupação em relação a essa variante é quanto à eficácia das vacinas já produzidas por laboratórios de diversas regiões do mundo. Continue a leitura para saber mais!

Como foi realizada a pesquisa sobre a variante de Manaus?

A pesquisa sobre a variante de Manaus foi realizada pela comunidade científica e publicada no site virological.org, que é um fórum de discussão em que são reunidas as últimas informações sobre a evolução viral e epidemiológica.

O estudo foi realizado com a análise do material genético de 31 amostras de pacientes com Covid-19 colhidas na cidade de Manaus, no período de 15 a 23 de dezembro de 2020. Desse total, 13 indivíduos (42%) apresentavam a nova linhagem.

Quais são os perigos da variante do coronavírus no Brasil?

De acordo com notícias veiculadas, há uma estimativa de que a nova variante de Manaus seja 50% a 75% mais transmissível do que a versão original do novo coronavírus. Outras mutações, como as sul-africanas, ocorrem com o avanço da pandemia.

Por si só, essas mutações podem provocar um impacto menor no geral, mas, juntas, podem dificultar o reconhecimento do vírus pelo sistema imunológico. Isso pode fazer com que mais pessoas contraiam a doença duas ou mais vezes e, talvez, as vacinas venham a necessitar atualizações para o combate às novas cepas.

Quais sãos os cuidados necessários para a proteção contra essa variante?

Como as mutações são recentes e podem surgir novas variantes, há muitas dúvidas em relação à capacidade de transmissão e agravamentos. Nesse sentido, enquanto aguardamos mais informações, as medidas de prevenção devem continuar conforme já estavam sendo adotadas.

A principal recomendação, além da vacinação, é que as pessoas fiquem o máximo de tempo possível em casa e utilizem máscara quando houver necessidade de sair. Além disso, os seguintes cuidados essenciais devem ser observados, mesmo após a vacinação:

  • mantenha os ambientes arejados e com boa circulação de ar;
  • lave as mãos com frequência com água e sabão, ou utilize álcool em gel;
  • observe o distanciamento social com uma distância mínima de um metro e meio;
  • evite aglomerações;
  • aumente o consumo de alimentos que contêm o mineral zinco e a vitamina C para fortalecer a imunidade;
  • evite alimentos que parecem saudáveis, mas não o são (industrializados).

 O que se sabe sobre a ação das vacinas que circulam no Brasil?

Segundo a Universidade de São Paulo (USP), o imunizante CoronaVac é eficaz para o combate do novo coronavírus e a sua variante identificada em Manaus P.1, considerada mais agressiva. O estudo sobre essa vacina foi realizado pelo Instituto Butantan, que se responsabilizou pela sua avaliação clínica e etapa final de produção, em parceria com pesquisadores da USP.

Os dados foram fundamentados em amostras de 35 participantes vacinados na Fase III. De acordo com notícias veiculadas pelo governo do Estado de São Paulo, o estudo completo apresenta um número maior de amostras, que já estão sendo analisadas. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca aponta que a vacina CoviShield, criada pela universidade britânica e pela farmacêutica proporciona uma resposta imunológica eficaz contra a variante de Manaus, sem necessidade de atualizações.

Pesquisas publicadas na revista científica New England Journal of Medicine atestaram que a vacina da Pfizer-Biontech, cuja negociação de contrato se encontra em andamento, também é eficaz para o combate à variante de Manaus do novo coronavírus.

Como vimos, a variante do coronavírus no Brasil é uma mutação que deixa o vírus mais agressivo em relação à capacidade de transmissão. Dessa forma, é fundamental que as pessoas mantenham cuidados de proteção, como o uso de máscara, distanciamento social e façam exame para coronavírus aos primeiros sinais, a fim de se tomar os cuidados para bloquear ao máximo a transmissão a outras pessoas, e, claro, consultar um médico para estabelecer o diagnóstico e instituir o tratamento que possa ser necessário, se for o caso.

Anticorpos produzidos pelas pessoas vacinadas podem ser pesquisados e quantificados no sangue, pela pesquisa de IgG anti-spike, exame que passou a ser feito rotineiramente pelo Laboratório PAT, mas sua presença não deve ser considerada como certeza de proteção absoluta, uma vez que a defesa depende também de outros fatores, como a imunidade celular, o estado dos pulmões e de outros componentes do organismo, etc.

Estas informações foram úteis? Compartilhe-as em suas redes sociais para que mais pessoas entendam o que é a variante do novo coronavírus e como se proteger!

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