Afinal, o que fazer com a vitamina D baixa?

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Nosso corpo é composto por diversas substâncias como carboidratos, proteínas e gorduras, que fazem parte da estrutura corporal e são supridas pela alimentação. No entanto, outros componentes também têm um importante papel no metabolismo e devem ser acompanhados de perto. É o caso, por exemplo, da vitamina D, que por vezes pode baixar.

Se você já se deparou com esse resultado em seu exame de sangue, provavelmente se perguntou como revertê-lo. Por isso, neste texto, falaremos sobre o papel da vitamina D e o que fazer quando ela estiver baixa. Vamos lá?

O que é a vitamina D?

As vitaminas são substâncias necessárias ao metabolismo corporal que não podemos sintetizar sozinhos; por isso, elas devem ser absorvidas do ambiente, seja pela dieta ou por outros mecanismos.

A vitamina D é uma dessas substâncias, ainda que com uma pequena diferença em relação às demais: o organismo consegue sintetizá-la, além de obtê-la pela alimentação. Sua principal função é atuar na regulação óssea do corpo, auxiliando no fortalecimento do esqueleto. Ela auxilia a equilibrar os níveis sanguíneos de dois elementos fundamentais à mineralização óssea, o cálcio e o fósforo. Assim, níveis adequados de vitamina D são fundamentais para manter os ossos fortes e saudáveis.

Quais são as fontes de vitamina D?

A vitamina D pode ser encontrada em uma série de alimentos, principalmente os de origem animal. Entre eles estão o salmão, os ovos e a carne de fígado — seja ele de bacalhau, galinha ou bovino.

A concentração de vitamina D nesses alimentos, no entanto, não supre completamente as necessidades do corpo humano. Por isso, outra forma de aumentar a quantidade dessa substância é a exposição à luz solar, que auxilia na síntese da vitamina a partir de uma pró-vitamina existente na pele. É por esse motivo que recém-nascidos, por exemplo, devem ser expostos à luz solar. Mas é bom lembrar que ainda que a luz solar atravesse o vidro, esse material retém os raios que atuam na síntese da vitamina (é por isso que em casa, no automóvel ou no escritório a síntese da vitamina D estimulada pelo sol não ocorre).

Outra população que necessita de maior atenção aos níveis de vitamina D são os adultos: nessa faixa etária é comum que a exposição aos raios do sol seja diminuída e que o uso de protetores solares seja estimulado. Embora essas práticas auxiliem na prevenção do câncer de pele, elas também levam à redução dos níveis da vitamina D por dificultarem a produção que é mediada pela luz.

Já os idosos merecem uma consideração especial: eles produzem vitamina D em menor quantidade quando comparados às pessoas jovens. Uma pessoa com 70 anos produz, mediante a exposição aos raios solares, cerca de um quarto da que produziria se tivesse 20 anos.

Quais são os sintomas da vitamina D baixa?

Como a principal função da vitamina D é auxiliar a mineralização dos ossos, os sintomas geralmente estão relacionados a problemas ortopédicos. Fraturas inesperadas ou dores osteoarticulares são algumas das ocorrências que podem se associar à redução da vitamina D. Entre outros sintomas que podem surgir estão o aumento da gordura corporal e dificuldades de atenção e memória.

Esses problemas, no entanto, podem demorar a surgir e ser confundidos com outras doenças. Por isso, em muitos casos a vitamina D baixa pode ser muito sutil e passar desapercebida; daí a importância de um check-up regular e de atenção constante aos seus níveis no exame de sangue.

Qual é o tratamento?

Felizmente, a queda dos níveis de vitamina D pode ser facilmente revertida. Seu tratamento inclui suplementação oral da vitamina e maior exposição aos raios solares, preferencialmente antes das 10h ou depois das 16h. A suplementação, no entanto, não é recomendada a todas as pessoas devido ao risco de aumento excessivo dos níveis de vitamina D, o que pode ser prejudicial ao organismo. Um médico é sempre necessário para acompanhar o tratamento.

A vitamina D baixa é um problema crescente em nossa sociedade. Se não tratada, ela pode levar a problemas graves, como fraturas e distúrbios iônicos no sangue. Por isso, é importante ficar sempre alerta ao exame de sangue e realizá-lo periodicamente.

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